Oi pessoal! Depois de mais de dois meses de ausência, retomo as postagens no Blog da Música Brasileira, trazendo ao público curiosidades, histórias, grandes sucessos e nomes que marcaram a história de nossa música. E, como primeira postagem deste mês de julho, o blog homenageia o cantor carioca Miltinho, um dos grandes nomes da música brasileira, embora hoje esteja esquecido pelo público e pela mídia em geral. Dono de uma voz belíssima e um talento sem igual, Miltinho iniciou sua carreira ainda na década de 1940, participando de diversos grupos musicais, como Cancioneiros do Luar, Anjos do Inferno, Namorados da Lua e Quatro Ases e Um Curinga. Durante a década de 1950, Miltinho foi crooner da Orquestra Tabajara, de Severino Araújo, e do grupo Milionários do Ritmo, de Djalma Ferreira, até que em 1960, decidiu seguir carreira solo, lançando o disco "Um Novo Astro", pelo selo Sideral, alcançando grande sucesso, especialmente com o lançamento de "Mulher de Trinta", de Luiz Antônio, uma das principais músicas de seu extenso repertório. Ainda neste ano, lançou o disco "O Diploma do Astro", que trazia o sucesso de "Não Emplaca 61", de Ari Monteiro e Monsueto. Em 1961, Miltinho se transfere para a RGE, onde grava no ano seguinte a música "Palhaçada", de Luiz Reis e Haroldo Barbosa, tornando-se outra música marcante em sua carreira. De 1961 a 1965, período em que gravou pela RGE, Miltinho lançou mais de 12 discos (dentre eles, seu primeiro disco gravado ao vivo), e inúmeros sucessos, como "Estou Só", "Canção do Nosso Amor" e "Lembranças", ambas de Benil Santos e Raul Sampaio, "Mulata Assanhada", de Ataulfo Alves, "Zé da Conceição", de João Roberto Kelly, "Poema do Olhar", de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, dentre outros. Em 1966, transferiu-se para a Odeon, gravando nos anos seguintes três discos de enorme sucesso com a cantora Elza Soares, da série "Elza, Miltinho & Samba". Durante o período em que esteve na gravadora Odeon, Miltinho lançou o disco "Miltinho e a Seresta", tema da postagem de hoje, onde merecem destaque as músicas "No Rancho Fundo", "Malandrinha" (um dos grandes sucessos de Francisco Alves), "Três Apitos" (um dos grandes sucessos de Aracy de Almeida), "Deusa da Minha Rua" (um dos grandes sucessos de Silvio Caldas), "Foi Ela", "Queixumes", "Arranha-Céu" e "Modinha". Um disco fantástico, que mostra o talento de Miltinho na interpretação de serestas inesquecíveis de nossa música brasileira.
1 - No Rancho Fundo (Ary Barroso / Lamartine Babo)
2 - Malandrinha (Freire Júnior)
3 - Queixumes (Henrique Brito / Noel Rosa)
4 - Três Apitos (Noel Rosa)
5 - Deusa da Minha Rua (Jorge Faraj / Newton Mendonça)
6 - Se Tu Soubesses (George Moran / Cristóvão de Alencar)
7 - Última Inspiração (Peterpan)
8 - Foi Ela (Ary Barroso)
9 - Modinha (Sergio Bittencourt)
10 - Arranha-Céu (Silvio Caldas / Orestes Barbosa)
11 - Boneca (Aldo Cabral / Benedito Lacerda)
12 - Quem Há de Dizer (Alcides Gonçalves / Lupicínio Rodrigues)
"Fazer música não é botar fusca na praça. Não é linha de montagem, não". Elis Regina
quinta-feira, 25 de julho de 2013
1970 - Miltinho e a Seresta
sábado, 4 de maio de 2013
1970 - Falou e Disse - Elizeth Cardoso
Oi pessoal! Neste sábado, trago aqui no Blog mais um disco da cantora carioca Elizeth Cardoso. Dona de um talento sem igual, ficou eternizada como a "Divina" intérprete de choros, sambas-canção e bossa nova. Sua carreira teve início ainda na infância, cantando para as crianças da vizinhança os sucessos de Vicente Celestino até que, em 1936, a um convite de Jacob do Bandolim, se apresentou pela primeira vez na Rádio Guanabara, cantando ao lado de cantores consagrados na época, como o próprio Vicente Celestino, Noel Rosa, Marília Batista, Aracy de Almeida, entre outros. Contratada pela rádio uma semana depois de sua primeira apresentação, Elizeth continuou sua carreira cantando em boates nas noites cariocas, chegando a crooner de orquestras no início de da década 1940. Em 1945, Elizeth se mudou para São Paulo para cantar no Salão Verde do Edifício Martinelli e se apresentar na Rádio Cruzeiro do Sul, no programa "Pescando Humoristas". De volta ao Rio de Janeiro em 1948, Elizeth foi contratada pela Rádio Mauá para atuar no programa "Alvorada da Alegria", sendo recontratada em seguida pela Rádio Guanabara. No ano seguinte, por intermédio de Ataulfo Alves, grava seu primeiro disco pela Star, contendo as músicas "Braços Vazios", de Acir Alves e Edgar G. Alves, e "Mensageiro da Saudade", de Ataulfo Alves e José Batista. Seu primeiro sucesso veio em 1950 com "Canção de Amor", de Chocolate e Elano de Paula, no segundo disco da carreira de Elizeth, desta vez gravado pela Todamérica, e que continha também a música "Complexo", de Wilson Batista. Com o sucesso de "Canção de Amor", recebeu o convite para ir para a Rádio Tupi, chegando a se apresentar na recém-criada Tv Tupi em 1951, além de participar do seu primeiro filme, "Coração Materno", dirigido por Gilda Abreu, cantando "Canção de Amor". Durante a primeira metade da década de 1950, continuou a gravar inúmeras músicas e grandes sucessos, lançando em 1955 seu primeiro long-play - "Canções à Meia-Luz" - pela Continental - e, em 1956, participando do filme "Carnaval em Lá Maior", de Adhemar Gonzaga. Nos anos seguintes, lançou os LP's "Fim de Noite" (1956), "Música e Poesia de Fernando Lobo" (1957), "Noturno" (1957), "Naturalmente" (1958) e "Retrato da Noite" (1958), todos pela gravadora Copacabana, a qual acompanharia a cantora por mais de 20 anos de carreira e sucessos. Em 1958, Elizeth grava pelo selo Festa um dos discos mais emblemáticos e antológicos da música brasileira, "Canção do Amor Demais", com músicas de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, transformando-se um dos marcos iniciais do movimento Bossa Nova, que revolucionou a música da época. Nos anos seguintes, gravou os discos "Magnífica" (1959) e "A Meiga Elizeth" (1960), além de gravar para o filme "Orfeu do Carnaval", de Marcel Camus, as músicas "Manhã de Carnaval" e "Samba de Orfeu". Em 1960, estreou na Tv Continental o programa "Nossa Elizeth", ao lado do compositor e violonista Baden Powell e, em 1965, estreou seu programa "Bossaudade", na Tv Record, que esteve no ar durante dois anos. Durante a primeira metade da década de 1960, gravou inúmeros sucessos, registrando-os em discos memoráveis de sua carreira, com destaque para "A Meiga Elizeth Nº 2" (1961), "Elizeth Interpreta Vinicius" (1963) e "Elizeth Sobe O Morro" (1965). Em 1965, defendeu no I Festival de MPB, promovido pela Tv Excelsior, a música "Valsa do Amor Que Não Veam", de Baden Powell e Vinicius de Moraes, obtendo o segundo lugar. Nos anos seguintes, sua carreira se volta aos sambas e aos discos gravados ao vivo, até que em 1970, Elizeth grava mais um disco de estúdio pela Copacabana, "Falou E Disse", tema da postagem de hoje. Embora não apresente nenhum grande sucesso da carreira de Elizeth, este disco traz como destaque as músicas "É de Lei", "Aviso aos Navegantes", "A Flor de Laranjeira", "Foi Um Rio Que Passou Em Minha Vida", "Refém da Solidão", "Carta de Poeta" e "Tudo OK", além de "Corrente de Aço" e "Você Foi Um Atraso Em Meu Caminho". Um disco excelente que, embora não esteja entre os principais e mais conhecidos da carreira da cantora, traz a interpretação marcante da "divina", doze músicas selecionadas de seu extenso repertório de mais de 40 LP's gravados no Brasil.
1 - É de Lei (Baden Powell / Paulo César Pinheiro)
2 - Corrente de Aço (João Nogueira)
3 - Você Foi Um Atraso Em Meu Caminho (Picolino / Jair Costa)
4 - Lua Aberta (Paulo Frederico / João de Aquino)
5 - Tudo OK (Maurício Tapajós / Hermínio Bello de Carvalho)
6 - Refém da Solidão (Baden Powell / Paulo César Pinheiro)
7 - Foi Um Rio Que Passou Em Minha Vida (Paulinho da Viola)
8 - Degraus da Vida (Nelson Cavaquinho / César Brasil / Antônio Braga)
9 - Aviso aos Navegantes (Baden Powell / Paulo César Pinheiro)
10 - Camisa Branca (Elton Medeiros / Otávio de Moraes)
11 - Carta de Poeta (Baden Powell / Paulo César Pinheiro)
12 - A Flor de Laranjeira (Humberto de Carvalho / Zé Pretinho da Bahia / Bernardino Silva)
Este disco pode ser buscado em https://parallelrealitiesstudio.wordpress.com/2012/10/19/elizeth-cardoso-falou-e-disse-1970/
1 - É de Lei (Baden Powell / Paulo César Pinheiro)
2 - Corrente de Aço (João Nogueira)
3 - Você Foi Um Atraso Em Meu Caminho (Picolino / Jair Costa)
4 - Lua Aberta (Paulo Frederico / João de Aquino)
5 - Tudo OK (Maurício Tapajós / Hermínio Bello de Carvalho)
6 - Refém da Solidão (Baden Powell / Paulo César Pinheiro)
7 - Foi Um Rio Que Passou Em Minha Vida (Paulinho da Viola)
8 - Degraus da Vida (Nelson Cavaquinho / César Brasil / Antônio Braga)
9 - Aviso aos Navegantes (Baden Powell / Paulo César Pinheiro)
10 - Camisa Branca (Elton Medeiros / Otávio de Moraes)
11 - Carta de Poeta (Baden Powell / Paulo César Pinheiro)
12 - A Flor de Laranjeira (Humberto de Carvalho / Zé Pretinho da Bahia / Bernardino Silva)
Este disco pode ser buscado em https://parallelrealitiesstudio.wordpress.com/2012/10/19/elizeth-cardoso-falou-e-disse-1970/
sábado, 27 de abril de 2013
1981 - De Baden para Vinicius
Oi pessoal! Neste sábado, posto aqui no Blog mais um disco do famoso "Badeco", um dos maiores violonistas e compositores brasileiros de todos os tempos. De fama internacional e detentor de grande prestígio na música brasileira, Baden Powell começou a tocar violão ainda aos sete anos de idade, até que aos 15 anos (com autorização do Juizado de Menores) começou a tocar profissionalmente em boates nas noites cariocas. Aos 18 anos, integrou o trio do pianista Ed Lincoln, tocando jazz na boate Plaza, em Copacabana. Um ano mais tarde, já no ano de 1956, compôs seu primeiro grande sucesso, "Samba Triste", em parceria com o compositor Billy Blanco, sendo que a canção só seria gravada três anos depois, pelo cantor Lúcio Alves. Em 1959, Baden grava seu primeiro disco - "Apresentando Baden Powell e seu Violão" - pela Philips, conhecendo nesta época o também compositor Vinicius de Moraes, com quem estabeleceria uma amizade de longos anos, da qual lhes rendeu inúmeros sucessos. No ano seguinte, foi convidado para trabalhar no arranjo do disco "Jóia Moderna", que estava sendo gravado por Alaíde Costa pela RCA Victor, onde a composição "Samba de Nós Dois" (em parceria com Billy Blanco) foi incluída entre as 12 faixas do disco. Em 1961, Baden Powell lançou o seu segundo long-play pela Philips, "Um Violão Na Madrugada", e, no ano seguinte, compôs com o poetinha Vinicius inúmeras canções, dentre as quais se destacam "Samba Em Prelúdio" e "Deixa". Durante a década de 1960, participou dos grandes festivais de música, conquistando o 2º lugar no I Festival de Música Popular Brasileira, promovido pela Excelsior em 1965, com a música "A Valsa do Amor Que Não Vem" (em parceria com Vinicius), interpretada por Elizeth Cardoso, além de um 4º lugar no II Festival de MPB, promovido pela Tv Record no ano seguinte, com "Cidade Vazia" (em parceria com Lula Freire), no qual revelou ao público Milton Nascimento, e um 1º lugar na I Bienal do Samba, também promovida pela Tv Record em 1968, com a música "Lapinha" (em parceria com Paulo César Pinheiro), defendida por Elis Regina. Durante as décadas de 1960 e 1970, Baden excursionou pelo mundo, internacionalizando sua carreira e levando ao mundo o melhor que a música brasileira podia oferecer através de suas canções e seu violão. No início da década 1980, com a morte do grande poetinha Vinicius de Moraes, Baden grava em sua homenagem um disco pela WEA internacional (nesta época vivia na Alemanha) em homenagem ao grande amigo, sendo este disco o tema da postagem de hoje. Lançado no início de 1981, o disco (gravado ao vivo) traz grandes sucessos da dupla Baden & Vinicius, como "Deixa", "Formosa", "Samba Em Prelúdio", "Apêlo" e "Tempo Feliz", além de "Feitinha Pro Poeta" (esta de Baden em parceria com Lula Freire), todas na voz do próprio Baden (embora a arte de cantar não seja o seu ponto forte), e a versão instrumental da antológica "Se Todos Fossem Iguais A Você", tocada ao estilo próprio do violonista. Um disco interessante, histórico, que guarda esta homenagem póstuma ao poetinha, trazendo na rara interpretação vocal do amigo e parceiro Baden Powell as músicas que a dupla consagrou em nossa história musical brasileira.
1 - Velho Amigo (Baden Powell / Vinicius de Moraes) / Bom Dia, Amigo (Baden Powell / Vinicius de Moraes) / Samba Em Prelúdio (Baden Powell / Vinicius de Moraes)
2 - Feitinha Pro Poeta (Baden Powell / Lula Freire)
3 - Se Todos Fossem Iguais A Você (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
4 - Tempo Feliz (Baden Powell / Vinicius de Moraes)
5 - O Poeta e a Lua (Vinicius de Moraes) / Serenata do Adeus (Vinicius de Moraes)
6 - Apêlo (Baden Powell / Vinicius de Moraes)
7 - Além do Amor (Baden Powell / Vinicius de Moraes) / Deixa (Baden Powell / Vinicius de Moraes)
8 - Formosa (Baden Powell / Vinicius de Moraes)
9 - Samba da Bênção (Baden Powell / Vinicius de Moraes)
quinta-feira, 18 de abril de 2013
1971 - Um Violão em Primeiro Plano - Rosinha de Valença
Oi pessoal! Nesta quinta-feira, trago aqui no Blog uma artista ainda inédita por aqui. Embora hoje em dia não seja lembrada pela maioria do público, Rosinha de Valença (Maria Rosa Canelas) foi uma grande compositora, violonista e arranjadora brasileira, que se tornou referência no gênero à sua época. Sua carreira teve início em 1963, quando se mudou para o Rio de Janeiro e conheceu o escritor Sérgio Porto, o qual apresentou à recém-chegada à cidade maravilhosa o compositor e violonista Baden Powell, além do compositor e produtor Aloysio de Oliveira, sendo este último o responsável pela gravação do primeiro disco da carreira de Rosinha de Valença, pela Elenco, ainda no mesmo ano. Desde esta época, Sérgio Porto já definia a compositora como a "instrumentista que tocava por uma cidade inteira", ou seja, pela cidade natal da artista, Valença, no estado do Rio de Janeiro. Ainda nesta época, Rosinha de Valença se apresentou em uma temporada na boate carioca Bottle's, no badalado Beco das Garrafas, além de trabalhar nas noites cariocas ao lado de artistas como Eliana Pittman, Nara Leão, Quarteto em Cy, entre outros. Em 1965, foi convidada a participar do programa comandado por Elis Regina e Jair Rodrigues, "O Fino da Bossa", no Teatro Paramount, em São Paulo, onde se apresentou ao lado de Baden Powell num encontro histórico, tocando juntos a música "Tristeza Em Mim" (Baden Powell), a qual foi gravada ao vivo e lançada em disco quase 30 anos depois no disco "No Fino da Bossa - Vol. 2". Ainda neste ano, Rosinha de Valença viajou para os Estados Unidos com Jorge Ben, Wanda Sá e o Sérgio Mendes Trio, composto pelo próprio Sérgio Mendes, Tião Neto e Chico Batera. O grupo se apresentou em inúmeros shows pelo país, chegando a gravar dois discos (mas sem a presença de Jorge Ben) e ser considerada como uma das maiores violonistas da época. No final deste ano de 1965, após o sucesso alcançado nos Estados Unidos, Canadá e México, a instrumentista excursionou por 24 países europeus e pelo Japão, recebendo uma bolsa da embaixada francesa para estudos no país. Em 1967, acompanhou a cantora Maria Bethânia no show "Comigo Me Desavim", considerado um dos melhores shows do ano. No ano seguinte, Rosinha de Valença viaja para mais algumas turnês internacionais, passando por países como Portugal, Israel, Suíça, Itália, Rússia e alguns países africanos, trabalhando com nomes internacionais da música como Stan Getz, Sarah Vaughan e Henry Mancini. Voltou para o Brasil em 1971, onde gravou o disco tema da postagem de hoje,"Um Violão em Primeiro Plano", lançado pela RCA Victor. Neste trabalho, merecem destaque as músicas "London, London", "Zanzibar", "Asa Branca", "Concierto de Aranjuez", "Tema Espanhol" e "Summertime", todas essencialmente instrumentais, mostrando o talento de Rosinha ao violão, além de "Mudei de Idéia", "Boi Ta-Tá", "De Conversa Em Conversa" (um dos maiores sucessos da carreira de Isaurinha Garcia), "O Samba da Minha Terra" e "Marinheiro". Um disco excelente, de música brasileira de alta qualidade, contagiante, que traz o melhor de Rosinha de Valença, que com seu violão nos brinda com mais esta preciosidade, pura e essencialmente brasileira.
1 - Asa Branca (Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira)
2 - London, London (Caetano Veloso)
3 - Mudei de Idéia (Antonio Carlos / Jocafi)
4 - Zanzibar (Edu Lobo)
5 - Boi Ta-Tá (Messias dos Santos / Eugênio Malta)
6 - Marinheiro (Caetano Veloso)
7 - Summertime (Heyward / George Gershwin)
8 - De Conversa Em Conversa (Lúcio Alves / Haroldo Barbosa)
9 - One O'Clock Last Morning, 20th April 1970 (Gilberto Gil)
10 - O Samba da Minha Terra (Dorival Caymmi)
11 - Concierto de Aranjuez (Joaquim Rodrigo Vidre)
12 - Tema Espanhol (Rosinha de Valença)
1 - Asa Branca (Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira)
2 - London, London (Caetano Veloso)
3 - Mudei de Idéia (Antonio Carlos / Jocafi)
4 - Zanzibar (Edu Lobo)
5 - Boi Ta-Tá (Messias dos Santos / Eugênio Malta)
6 - Marinheiro (Caetano Veloso)
7 - Summertime (Heyward / George Gershwin)
8 - De Conversa Em Conversa (Lúcio Alves / Haroldo Barbosa)
9 - One O'Clock Last Morning, 20th April 1970 (Gilberto Gil)
10 - O Samba da Minha Terra (Dorival Caymmi)
11 - Concierto de Aranjuez (Joaquim Rodrigo Vidre)
12 - Tema Espanhol (Rosinha de Valença)
quarta-feira, 10 de abril de 2013
1970 - Toquinho
Oi pessoal! Depois de quase dois meses de ausência, voltei à ativa postando mais um bom disco de nossa música brasileira, desta vez do grande compositor, violonista e cantor Toquinho. Dono de um talento ímpar em tocar violão, Toquinho iniciou sua carreira no início dos anos 1960, atuando como instrumentista no Teatro Paramount, em São Paulo, em shows produzidos pelo radialista, produtor e jornalista, Walter Silva. Três anos mais tarde, conheceu Chico Buarque - ainda desconhecido do grande público -, com quem compôs a canção "Lua Cheia", sendo a melodia do próprio Toquinho e a letra do parceiro Chico Buarque. Em 1964, Toquinho recebeu o convite para participar do espetáculo "Na Onda do Balanço", no Teatro Maria Della Costa (SP), com Taiguara, Thomas Lee (flautista) e o conjunto Manfred Fest Trio. Ainda neste ano, Toquinho gravou pela RGE seu primeiro disco, um compacto simples dedicado à Bossa Nova, contendo as músicas "Só Tinha de Ser Com Você" (Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira) e "Vivo Sonhando" (Tom Jobim) / "Primavera" (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes). No ano seguinte, participou da direção do espetáculo "Liberdade, Liberdade", estrelado por Paulo Autran, Teresa Raquel, Oduvaldo Vianna Filho e a cantora Claudia, como também participou do show antológico "Esse Mundo É Meu", ao lado de Sérgio Ricardo e Marini, no teatro de Arena. Em 1966, Toquinho foi convidado pela Fermata para a gravação de seu primeiro long-play, "O Violão de Toquinho", totalmente dedicado à música instrumental, além de assinar contrato com a Tv Excelsior para o programa "Ensaio Geral", comandado por Gilberto Gil na época. Um ano mais tarde, Toquinho teve sua primeira composição gravada ("Lua Cheia"), no disco do parceiro Chico Buarque (Chico Buarque de Hollanda - Volume 2), lançado pela RGE. Em 1968, Toquinho participou do III Festival Internacional da Canção, promovido pela Tv Globo, com a sua música "Boca da Noite" (em parceria com Paulo Vanzolini), classificada em 8º lugar na fase nacional e defendida por Ivete e o Conjunto Canto 4. No ano seguinte, Toquinho viajou para a Itália, onde ficou por mais de seis meses. Lá, o cantor, compositor e violonista se apresentou ao lado de Chico Buarque numa turnê de mais de 45 apresentações, além de gravar um disco com músicas de Vinicius de Moraes em italiano. Finalmente, em 1970, antes mesmo de sua carreira mudar totalmente o rumo (visto que meses depois Toquinho seria convidado por Vinicius para participar de uma série de shows na boate "La Fusa", em Buenos Aires, ao lado da cantora Maria Creuza, dando origem à dupla Toquinho & Vinicius, que durou mais de dez anos de inúmeros sucessos e histórias), Toquinho lança pela RGE o disco "Toquinho", o qual é tema da postagem de hoje. Neste disco, Toquinho apresenta seu primeiro grande sucesso, "Que Maravilha", ao lado do parceiro Jorge Ben. Além deste grande sucesso, merecem destaque as músicas "Carolina Carol Bela", também gravada com a participação de Jorge Ben, "Zana" e "Na Água Negra da Lagoa", como também as instrumentais "Bachianinha Nº 1", esta com a participação de Paulinho Nogueira, "Tocando Pra Silvinha" e "La Barca". Um disco interessante, gostoso de ouvir, que mostra o talento incontestável de Toquinho, tão marcado e conhecido por sua "Aquarela" e sua parceria com o poetinha, que seus trabalhos individuais acabam sendo esquecidos pelo público em geral, o que é uma pena, pois estes trabalhos mostram a musicalidade de um dos maiores violonistas brasileiros de todos os tempos, que tem o dom de transformar pelas cordas de seu violão, composições e arranjos em verdadeiras jóias de nossa música brasileira.
1 - Na Água Negra da Lagoa (Toquinho)
2 - La Barca (Cantoral)
3 - Tocando Pra Silvinha (Toquinho)
4 - Chuva Na Praia de Juquí (Toquinho)
5 - Que Maravilha (Jorge Ben / Toquinho) - com Jorge Ben
6 - Zana (Gianfrancesco Guarnieri / Jorge Ben / Toquinho)
7 - Bachianinha Nº 1 (Paulinho Nogueira) - com Paulinho Nogueira
8 - De Ontem Pra Hoje (Toquinho)
9 - Dobrando a Esquina (Dedé / Toquinho)
10 - Carolina Carol Bela (Jorge Ben / Toquinho) - com Jorge Ben
11 - Evocação a Jacob (Avena de Castro)
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domingo, 17 de fevereiro de 2013
1972 - Ben - Jorge Ben
Oi pessoal! Neste domingo, depois quase um mês de ausência, trago aqui no Blog da Música Brasileira mais um disco do cantor e compositor carioca Jorge Ben (Jor), o qual tem uma carreira de mais de 50 anos repleta de sucessos. Jorge Ben iniciou sua carreira como pandeirista no conjunto Copa Trio, em 1961, se apresentando na boate Bottle's, no Beco das Garrafas (RJ), cantando músicas de sua própria autoria. Em 1963, Jorge Ben voltou a se apresentar no Bottle's com os Copa Cinco, além de participar das gravações do LP "Tudo Azul", do organista Zé Maria, atuando como "crooner" nas músicas "Por Causa de Você, Menina" e "Mas Que Nada", ambas de sua autoria, as quais alcançaram grande sucesso e repercussão nacional. Tanto que, ainda no mesmo ano, foi convidado a gravar pela Philips um 78 RPM contendo essas duas músicas, com acompanhamento dos Copa Cinco e com o enorme sucesso deste disco, gravou seu primeiro LP "Samba Esquema Novo", contendo além destas duas, "Chove, Chuva" (também de sua autoria), disco este que ultrapassou a marca de 100 mil cópias vendidas na época. No ano seguinte, lançou mais dois LP's de sucesso, "Sacundin Ben Samba" e "Ben É Samba Bom", viajando em 1965 aos Estados Unidos apresentando-se em clubes e universidades. Nesta época, participou do "Fino da Bossa" na Tv Record, além de ter suas músicas "Mas Que Nada", "Chove Chuva", "Zazueira" e "Nena Naná" gravadas por outros intérpretes nos Estados Unidos, alcançando grande sucesso e repercussão internacional. Ainda neste mesmo ano, gravou o disco "Big Ben", o qual lançou o sucesso de "Agora Ninguém Chora Mais". Dois anos depois, gravou o disco "O Bidu - Silêncio no Brooklin", e, em 1968, foi convidado a participar do programa "Divino Maravilhoso", apresentado por Caetano Veloso e Gilberto Gil na Tv Tupi. Em 1969, apresentou-se no IV Festival Internacional da Canção, promovido pela Tv Globo, com a música "Charles Anjo 45", a qual se tornou mais tarde um grande sucesso de Jorge Ben (embora não tenha sido classificada entre as três), sendo esta travada no LP "Jorge Ben" gravado no mesmo ano, que continha ainda os sucessos de "Take It Easy My Brother Charles", "Domingas", "Bebete Vãobora", "Crioula", "Que Pena" e "País Tropical", todas de sua autoria. No ano seguinte, participou do V Festival Internacional da Canção, também promovido pela Tv Globo, como autor da música "Eu Também Quero Mocotó", defendida por Erlon Chaves, a Banda Veneno e o Trio Mocotó, conquistando apenas o sexto lugar do festival. Ainda em 1970, Jorge Ben destacou-se no festival do Midem, em Cannes, com a música "Domingas", além de gravar o disco "Força Bruta", que trazia "O Telefone Tocou Novamente" e "Oba, Lá Vem Ela". No ano seguinte, lançou o disco "Negro É Lindo", o qual produzido por Paulinho Tapajós trouxe o sucesso "Que Maravilha", esta em parceria com o cantor e violonista Toquinho. Em 1972, realizou uma turnê internacional por Itália, Portugal e Japão, onde foi gravado um disco ao vivo. Neste mesmo ano, foi o ganhador do VII Festival Internacional da Canção, promovido pela Tv Globo, como autor da canção "Fio Maravilha", defendida de maneira antológica e inesquecível por Maria Alcina, num Maracanãzinho lotado. Ainda neste ano, Jorge Ben lança o nono LP da carreira, "Ben", também produzido por Paulinho Tapajós, e que é tema da postagem de hoje, o qual traz como destaque em seu repertório (todo de autoria de Jorge Ben) as músicas "Fio Maravilha", "Taj Mahal", "Caramba! Galileu da Galiléia", "O Circo Chegou", "Que Nega É Essa", "Paz E Arroz", "As Rosas Eram Todas Amarelas" e "Morre O Burro, Fica O Homem". Um disco muito gostoso de se ouvir, que na minha opinião é um dos melhores da carreira de Jorge Ben, o qual mostra toda a genialidade do compositor carioca como cantor e intérprete de seus sucessos, sucessos estes que se tornaram clássicos de nossa música brasileira. Um disco de alto nível musical, com a essência única de Jorge Ben em cantar, interpretar e, sobretudo, compor suas músicas, genuinamente brasileiras.
1 - Morre O Burro, Fica O Homem (Jorge Ben)
2 - O Circo Chegou (Jorge Ben)
3 - Paz E Arroz (Jorge Ben)
4 - Moça (Jorge Ben)
5 - Domingo 23 (Jorge Ben)
6 - Fio Maravilha (Jorge Ben)
7 - Quem Cochicha O Rabo Espicha (Jorge Ben)
8 - Caramba! Galileu da Galiléia (Jorge Ben)
9 - Que Nega É Essa (Jorge Ben)
10 - As Rosas Eram Todas Amarelas (Jorge Ben)
11 - Taj Mahal (Jorge Ben)
1 - Morre O Burro, Fica O Homem (Jorge Ben)
2 - O Circo Chegou (Jorge Ben)
3 - Paz E Arroz (Jorge Ben)
4 - Moça (Jorge Ben)
5 - Domingo 23 (Jorge Ben)
6 - Fio Maravilha (Jorge Ben)
7 - Quem Cochicha O Rabo Espicha (Jorge Ben)
8 - Caramba! Galileu da Galiléia (Jorge Ben)
9 - Que Nega É Essa (Jorge Ben)
10 - As Rosas Eram Todas Amarelas (Jorge Ben)
11 - Taj Mahal (Jorge Ben)
domingo, 27 de janeiro de 2013
1975 - Tamba Trio
Oi pessoal! Neste domingo, depois de duas semanas de ausência, posto aqui no Blog mais um disco de um grupo de músicos que revolucionou a música instrumental brasileira. Formado por Luiz Eça (piano, vocal e arranjos), Bebeto Castilho (flauta, sax, contrabaixo e vocal) e Hélcio Milito (bateria, percussão e vocal), o Tamba Trio iniciou sua carreira no início da década de 1960, com um estilo diferente, único, que a partir dos arranjos sofisticados de Luiz Eça, deixou para trás a imagem de que a música instrumental era utilizada somente para dançar ou para servir de música de fundo. A partir da formação deste grupo, a música instrumental passou a ser considerada como um estilo diferente, do qual fizeram parte mais tarde inúmeros outros grupos musicais, como Zimbo Trio, Quarteto Novo, Bossa Três, Sambossa 5, Sambrasa Trio, Samba Trio, dentre muitos outros. Nos primeiros anos de carreira do conjunto, o Tamba Trio lançou seus primeiros três LP's pela gravadora Philips, sendo "Tamba Trio" (1962) e "Avanço" (1963) totalmente dedicados aos sucessos e canções que embalaram a Bossa Nova, e "Tempo" (1964), primeiro disco do grupo dedicado às primeiras canções que deram origem à nova MPB. No final de 1964, Hélcio Milito foi substituído pelo baterista Rubens Ohana e, com esta nova formação, o grupo lançou os discos "Tamba Trio" (1965), "5 Na Bossa" (1965), com Edu Lobo e Nara Leão, e "Brasil Saluda a Mexico" (1966), todos também gravados pela Philips. Em 1967, em temporada pelos Estados Unidos, o grupo passa a atuar como Tamba 4, com a adesão do músico Dório Ferreira no contrabaixo, deixando, assim, Bebeto Castilho na flauta. Esta formação durou apenas dois discos, "We And The Sea" (1967) e "Samba Blim" (1968), ambos gravados nos Estados Unidos, pelo selo A&M Records. Em curta passagem pelo México, o grupo lança seu último disco "Tamba 4" (1969), com Laercio de Freitas no lugar de Luiz Eça ao piano. De volta ao Brasil, o grupo volta à sua formação inicial em 1971, gravando dois discos pela RCA Victor, antes de se desfazer em 1975: "Tamba Trio" (1974) e "Tamba Trio" (1975), sendo este último o tema da postagem de hoje. Com um repertório interessante, variado e contagiante, este disco traz como destaque as músicas "3 Horas da Manhã", "Ou Bola Ou Búlica", "Olha Maria", "Contra O Vento", "Visgo de Jaca" e "Chorinho Nº 1". E, entre as essencialmente instrumentais, temos "Sanguessuga", "Janelas", "Chamada" e "Beira-Mar", que nos levam à viajar neste universo mágico da música instrumental, que o Tamba Trio com todo o seu talento nos proporciona neste disco tão musical, tão instrumental, tão brasileiro.
1 - 3 Horas da Manhã (Waldemar Correira / Ivan Lins)
2 - Visgo de Jaca (Sergio Cabral / Rildo Hora)
3 - Ou Bola Ou Búlica (João Bosco / Aldir Blanc) - part. João Bosco
4 - Beira-Mar (Ivan Lins)
5 - Olha Maria (Amparo) (Tom Jobim)
6 - Chorinho Nº 1 (Durval Ferreira)
7 - Jogo da Vida (Danilo Caymmi / Sidney Miller)
8 - Sanguessuga (Toninho Horta / Fernando Brant)
9 - Janelas (Ronaldo Monteiro de Souza / Ivan Lins)
10 - Contra O Vento (Ana Borba / Danilo Caymmi)
11 - Beijo Partido (Toninho Horta)
12 - Chamada (Hélio Delmiro / Paulo César Pinheiro)
1 - 3 Horas da Manhã (Waldemar Correira / Ivan Lins)
2 - Visgo de Jaca (Sergio Cabral / Rildo Hora)
3 - Ou Bola Ou Búlica (João Bosco / Aldir Blanc) - part. João Bosco
4 - Beira-Mar (Ivan Lins)
5 - Olha Maria (Amparo) (Tom Jobim)
6 - Chorinho Nº 1 (Durval Ferreira)
7 - Jogo da Vida (Danilo Caymmi / Sidney Miller)
8 - Sanguessuga (Toninho Horta / Fernando Brant)
9 - Janelas (Ronaldo Monteiro de Souza / Ivan Lins)
10 - Contra O Vento (Ana Borba / Danilo Caymmi)
11 - Beijo Partido (Toninho Horta)
12 - Chamada (Hélio Delmiro / Paulo César Pinheiro)
sábado, 12 de janeiro de 2013
1969 - Som Três
Oi pessoal! Neste sábado, posto aqui no Blog mais um disco de um trio que marcou a música brasileira dos anos 1960. Composto por três músicos de altíssimo nível (César Camargo Mariano ao piano, Sabá no contrabaixo e Toninho Pinheiro na bateria), o grupo se formou em 1966, e logo no início da formação do trio, se apresentaram com sucesso pela primeira vez no programa "Spotlight", de Abelardo Figueiredo, na Tv Tupi. Ainda em 1966, foram convidados pela gravadora Som Maior a gravar o primeiro LP do conjunto, intitulado "Som/3". O Som 3 se consolidou na música instrumental e, durante quase toda a carreira do grupo, que soma pouco menos de 6 anos de duração, acompanhou com sucesso o cantor Wilson Simonal, participando dos seus shows, discos, músicas e turnês internacionais. O segundo disco do grupo só veio a ser lançado em 1968, desta vez pela gravadora Odeon (mesma gravadora que Simonal era contratado), com o nome de "Show", contendo pela primeira vez músicas internacionais e sucessos de Simonal, como "Sá Marina", de Antonio Adolfo e Tibério Gaspar, "Balanço Zona Sul", de Tito Madi, e "Falsa Baiana", de Geraldo Pereira. Nesta época, o grupo foi convidado a participar dos antológicos festivais de MPB realizados na Tv Record, acompanhando as apresentações de "Roda Viva", de Chico Buarque, com o autor e o grupo MPB-4, e "Maria, Carnaval e Cinzas", de Luiz Carlos Paraná, com Roberto Carlos, ambas as músicas do III Festival, de 1967, além de "Andança", de Edmundo Souto e Paulinho Tapajós, defendida por Beth Carvalho e os Golden Boys, no V Festival, de 1969. Neste mesmo ano de 1969, o Som Três foi convidado a gravar mais um disco pela Odeon, o qual é o tema da postagem de hoje, e que nos traz em seu repertório como destaque as músicas brasileiras "Moça", também gravada por Simonal em seu disco "Alegria, Alegria - Vol. 3" (1967), "Se Você Pensa", um dos maiores sucessos da dupla Roberto & Erasmo Carlos, lançado no LP "Inimitável" (1968) do Rei Roberto, "Que Pena", de Jorge Ben, gravada no disco do compositor "Jorge Ben" (1969), e "Caruaru", de Belmiro Barrela. Entre as internacionais, destacam-se "For Once In My Life" e "There’s Gonna Be A Showdown". No ano seguinte, o grupo gravou o seu último disco da "Um É Pouco, Dois É Bom, Este Som 3 É Demais", além de viajar com Simonal ao México para a turnê do cantor durante a Copa do Mundo. Na volta ao Brasil, César Camargo Mariano foi convidado a participar da temporada de shows de Elis Regina pelo Rio de Janeiro e, como Sabá e Toninho Pinheiro não quiseram deixar São Paulo, o grupo se desfez. Portanto, apesar da curta carreira do grupo, o Som 3 representa até hoje um conjunto marcante para a música instrumental brasileira que, na época, contava com diversos outros grupos e músicos que também se dedicavam a esse gênero musical. Embora hoje a música instrumental (não confundir com música eletrônica!) não seja tão apreciada como na época em que o Som 3 estava na ativa, é importante resgatar a todos a importância deste gênero musical para a nossa música brasileira, em termos dos músicos, das canções e/ou dos discos gravados, mostrando a todos a beleza e a riqueza da diversidade musical que só a nossa música brasileira contém.
1 – For Once In My Life (R. Miller / Murden)
2 – Moça (Antônio Adolfo / Tibério Gaspar)
3 – Se Você Pensa (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
4 – Blood-Mary (César Camargo Mariano)
5 – California Soul (N. Ashford / V. Simpson)
6 – Homenagem a Mongo (César Camargo Mariano)
7 – Que Pena (Jorge Ben)
8 – Tijuana (Laércio de Freitas)
9 – There’s Gonna Be A Showdown (Gamble / Huff)
10 – Caruaru (Belmiro Barrela)
1 – For Once In My Life (R. Miller / Murden)
2 – Moça (Antônio Adolfo / Tibério Gaspar)
3 – Se Você Pensa (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
4 – Blood-Mary (César Camargo Mariano)
5 – California Soul (N. Ashford / V. Simpson)
6 – Homenagem a Mongo (César Camargo Mariano)
7 – Que Pena (Jorge Ben)
8 – Tijuana (Laércio de Freitas)
9 – There’s Gonna Be A Showdown (Gamble / Huff)
10 – Caruaru (Belmiro Barrela)
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
1966 - Passaporte - Os Cariocas
Oi pessoal! Um Feliz Ano Novo a todos vocês, que de alguma forma fazem parte desta história, seja sendo assíduos leitores, com comentários e sugestões que fazem com que o Blog da Música Brasileira cresça sempre mais, buscando resgatar e relembrar o que a nossa música brasileira tem de melhor a nos oferecer. Bom, nesta primeira postagem de 2013, trago aqui o nosso "passaporte" para o novo ano, ao som d'Os Cariocas. Grupo formado inicialmente na década de 1940 por Ismael Netto, no Rio de Janeiro, ele caracterizou-se por seus arranjos vocais a quatro (ou cinco) vozes, diferentemente dos grupos formados na época, como Quatro Azes e um Curinga, Bando da Lua e Anjos do Inferno. Inciando sua carreira tocando em festas da vizinhança e participando de programas de Rádio, como "Papel Carbono", de Renato Murce, o grupo conseguiu, em 1946, seu primeiro contrato com a Rádio Nacional, participando do programa "Um Milhão de Melodias". Durante os anos que se seguiram, participaram de diversos programas musicais de Rádio, além de gravarem seu primeiro disco em 1948 pela Continental, com as músicas "Nova Ilusão", de José Menezes e Luis Bittencourt, e "Adeus América", de Haroldo Barbosa e Geraldo Jacques. Continuaram a gravar diversas músicas, destacando-se neste período um disco lançado ainda pela Continental com a cantora Marlene, em 1949, trazendo os sucessos de "Qui Nem Jiló" e "Macapá", de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. No início da década de 1950, gravaram uma série de discos pela Sinter, destacando-se neste selo as músicas "Marca Na Parede", de Mario Faccini e Ismael Neto, "Tim-Tim Por Tim-Tim", de Haroldo Barbosa e Geraldo Jacques, e as músicas de Festa Junina, "Pula Fogueira", de Haroldo Lobo e Milton Oliveira, e "Baile Na Roça", de Sebastião Gomes, Ismael Neto e Ayrton Amorim. Em 1952, foram contratados pela RCA Victor, gravando também outras músicas de sucesso, que dentre as quais merecem destaque "Podem Falar", de Ismael Neto e Antonio Maria, "Lá Vem a Rita", de Haroldo Lobo e Milton Oliveira, e "O Último Beijo", de Ismael Neto e Nestor Holanda, sendo utilizada por Flávio Cavalcanti como tema do prefixo do seu programa "Discos Impossíveis". Em 1956, com o desaparecimento de Ismael Neto, a irmã Hortênsia assumiu seu lugar (até 1959) e, com essa formação, gravaram em 1957 pela Columbia o primeiro LP do grupo, "Os Cariocas A Ismael Neto", com os principais sucessos do grupo. Na Columbia, o grupo foi dirigido por Renato Corte Real que queria impor ao grupo um estilo que não coincidia com o que apresentavam até aqui, mas que gerou a gravação antológica de "Chega de Saudade", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes no lado B de um destes discos, uma das primeiras gravações desta música, ainda em 1957. Neste mesmo ano, Os Cariocas voltaram à gravadora Continental, gravando um disco de re-estréia memorável, com "Criticando", de Carlos Lyra (sendo a primeira gravação de uma música do compositor), e "Foi Ela", de Ary Barroso. Em 1962, a um convite de Aloysio de Oliveira, o grupo participou de um show na boate "Au Bon Gourmet", juntamente com Tom Jobim, Vinicius de Moraes e João Gilberto, ficando em cartaz por 45 dias e que apresentou ao público as novidades que a Bossa Nova trazia, como "Samba do Avião", "Samba de Uma Nota Só", "Só Danço Samba", "Corcovado" e "Garota de Ipanema", embora este show não tenha sido gravado na época. Neste mesmo ano, o grupo mudou para a gravadora "Philips", gravando o LP "A Bossa dos Cariocas", consagrando Os Cariocas como um dos principais nomes da Bossa Nova da época, abrindo as portas para o sucesso e o reconhecimento do grupo, tanto nacional quanto internacionalmente. Durante o período em que estiveram na Philips, Os Cariocas gravaram seis LP's, todos dedicados de alguma forma à Bossa Nova ou à nova MPB. E, destes seis discos, o último deles, "Passaporte", lançado pelo selo Polydor, em 1966, é o tema da postagem de hoje, sendo que as músicas que merecem destaque são: "Amor Até O Fim", "A Banda", "Amanhã Ninguém Sabe", "Lunik 9", "Tão Doce Que É Sal", "Fim de Festa", "Vem Cá Menina" e "O Amor É Chama". Um disco que, apesar de ser o último antes dos 21 anos em que o grupo se manteve afastado da música, nos mostra o amadurecimento deste conjunto tão importante para a história de nossa música, seja em termos das músicas lançadas e gravadas, seja no estilo que influenciou outros tantos grupos (como MPB-4, Tamba Trio, etc.) com suas interpretações a mais de uma voz, com composições próprias e regravações de grandes sucessos. Um disco sensacional, deste incrível grupo, que se consagrou como Os Cariocas que, como um grupo unido, trouxe à musica sua genialidade, sua personalidade, seu conjunto, sua união.
1 - O Amor É Chama (Marcos Valle / Paulo Sérgio Valle)
2 - A Banda (Chico Buarque)
3 - Razão de Voltar (Pedro Camargo / José Ari)
4 - Fim de Festa (Luiz Roberto / Marcos Vasconcellos)
5 - Mais Vale Uma Canção (Marcos Valle / Paulo Sérgio Valle)
6 - Quem Me Dera Um Canto Feliz (Severino Filho / Marcos Vasconcellos)
7 - Lunik 9 (Gilberto Gil)
8 - Tão Doce Que É Sal (Marcos Vasconcellos / Pingarrilho)
9 - Vem Cá Menina (Fred Falcão)
10 - Amanhã Ninguém Sabe (Chico Buarque)
11 - Marcha de Todo Mundo (Walter Santos / Tereza Souza)
12 - Amor Até O Fim (Gilberto Gil)
1 - O Amor É Chama (Marcos Valle / Paulo Sérgio Valle)
2 - A Banda (Chico Buarque)
3 - Razão de Voltar (Pedro Camargo / José Ari)
4 - Fim de Festa (Luiz Roberto / Marcos Vasconcellos)
5 - Mais Vale Uma Canção (Marcos Valle / Paulo Sérgio Valle)
6 - Quem Me Dera Um Canto Feliz (Severino Filho / Marcos Vasconcellos)
7 - Lunik 9 (Gilberto Gil)
8 - Tão Doce Que É Sal (Marcos Vasconcellos / Pingarrilho)
9 - Vem Cá Menina (Fred Falcão)
10 - Amanhã Ninguém Sabe (Chico Buarque)
11 - Marcha de Todo Mundo (Walter Santos / Tereza Souza)
12 - Amor Até O Fim (Gilberto Gil)
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
1995 - 25 de Dezembro - Simone
Oi pessoal! Nesta véspera de Natal, trago aqui no Blog um disco de músicas natalinas que ouço desde pequeno nesta época, lançado pela cantora Simone (que, aliás, ainda é inédita por aqui) em 1995. Nascida num dia de Natal em Salvador, Bahia, Simone desde a infância teve grande contato com a música através de seu pai, cantor de ópera, e sua mãe, que tocava piano. Sua carreira remonta o início da década de 1970, mais precisamente o ano de 1973, onde a partir de um jantar promovido por sua amiga e professora de violão, conheceu o gerente de marketing da gravadora Odeon, o qual a convidou a assinar um contrato com a gravadora e que, neste mesmo ano, lançou seu primeiro disco, intitulado "Simone". Ainda em 1973, foi convidada a excursionar pelos Estados Unidos e Canadá durante três meses, onde iniciou sua carreira internacional. Nos anos seguintes, gravou mais alguns discos, como "Quatro Paredes" (1974), "Gota D'Água" (1975) e "Face a Face" (1979), até que, em 1980, regravou a música "Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores (Caminhando)", de Geraldo Vandré, que havia sido vetada pela censura durante o regime militar, alcançando enorme sucesso e reconhecimento. Dois anos mais tarde, lotou o Maracanãzinho com o show do disco "Amar", o Estádio do Morumbi, em São Paulo, com o show "Canta Brasil", e o Canecão, no Rio, com o show homônimo ao disco "Corpo e Alma", no qual interpretou os sucessos de "Me Deixas Louca", de Armando Manzareno, "Vida", de Chico Buarque, e "Alma", de Sueli Costa e Abel Silva. Durante a década de 1980 e início dos anos 1990, gravou inúmeros discos, dentre eles: "Delírios e delícias" (1983), "Desejos" (1984), "Cristal" (1985), "Amor e paixão" (1986), "Vício" (1987), "Sedução" (1988), "Simone/Tudo por amor" (1989), "Liberdade" (1990), "Raio de luz" (1991), "Sou Eu" (1993), "Simone Bittencourt de Oliveira" (1995), além do disco tema da postagem de hoje, "25 de dezembro". Neste disco, Simone traz 10 clássicas canções que embalam essa época de Natal, destacando-se as músicas "Noite Feliz", "Boas Festas", "Bate O Sino", "Então É Natal", "O Velhinho", "Natal das Crianças", "Jesus Cristo" e "Natal Branco", passando por compositores brasileiros como Roberto & Erasmo Carlos, além de Blecaute e Assis Valente, e fechando com clássicos internacionais. Um disco que me traz muitas lembranças felizes, e que até hoje faz parte do dia e das celebrações do Natal de muitas famílias pelo Brasil afora. Uma homenagem do Blog da Música Brasileira à cantora Simone, aniversariante do dia. E, a todos vocês, leitores e frequentadores deste blog, que contribuem com este trabalho para que a beleza da música brasileira não seja nunca esquecida e sempre se renove em suas raízes musicais, um Feliz Natal!
1 - Então É Natal (John Lennon / Yoko Ono / Vrs. Claudio Rabello)
2 - Natal Branco (Irving Berlin / Vrs. Marino Pinto)
3 - Bate O Sino (DP)
4 - Pensamentos (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
5 - O Velhinho (Octávio Filho)
6 - Jesus Cristo (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
7 - Que Maravilha Viver...(G. D. Weiss / B. Thiele / Vrs. Claudio Rabello)
8 - Natal das Crianças (Blecaute)
9 - Boas Festas (Assis Valente) - com Timbalada
10 - Noite Feliz (F. Gruber / DP)
*DP - Domínio Público
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