sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

1970 - Viagem - Taiguara

Oi pessoal! Nesta sexta-feira, última do ano, posto um disco maravilhoso de nossa música brasileira, do cantor e compositor Taiguara. Dono de um talento inquestionável, Taiguara começou a trilhar os caminhos da música cantando em bares e boates noturnas, até que foi contratado pela gravadora PolyGram para gravar seu primeiro disco, em 1965. Um ano antes, teve a oportunidade de mostrar seu trabalho no Juão Sebastião Bar, em São Paulo, onde a já consagrada Claudette Soares se apresentava e mostrava ao público novos nomes da música da época, como Taiguara, Cesar Camargo Mariano, Toquinho e Chico Buarque, por exemplo. Desta amizade iniciada com Claudette Soares, surgiu a ideia de apresentar, juntamente com o Jongo Trio, o show "Primeiro Tempo: 5 x 0", com direção da dupla Miele & Bôscoli, dando origem a apresentações na Boate Rui Bar Bossa durante um ano. Após esse período, este show foi adaptado e durante quase dois anos foi apresentado no Teatro Princesa Isabel, dando origem ao LP gravado ao vivo, em 1966. Ainda neste mesmo ano, participou da trilha sonora do filme "Crônica da Cidade Amada", de Carlos H. Christiensen, também lançada pela Philips. Em 1967, juntamente com Eliana Pittman, Dori Caymmi, Cipó e Luiz Eça, Taiguara atuou no show "Fahrenheit", espetáculo esse gravado em disco pela Odeon no mesmo ano. Participou de diversos festivais em sua carreira, até que em 1970, Taiguara se inscreveu no V FIC (Festival Internacional da Canção), promovido pela Tv Globo, com a música "Universo No Teu Corpo", alcançando o terceiro lugar e um reconhecimento merecido do público. Neste ano, Taiguara lança um de seus LPs de maior sucesso de sua carreira, "Viagem", com destaque para os sucessos "Universo No Teu Corpo", "Geração 70", "Viagem", além das músicas "Gente Humilde", sucesso de Vinicius de Moraes, Chico Buarque e Garoto, "Em Algum Lugar do Mundo", "Maria do Futuro", "O Velho e o Novo", "Tema de EVA" e "Prelúdio Nº 2". Um disco fantástico, arrisco a dizer que é um dos melhores da carreira de Taiguara, com grandes sucessos e canções que têm a marca registrada deste cantor que soube levar à música e às pessoas, lugares em que a realidade começa e termina no sonho de um mundo cada vez melhor. Fica aqui a homenagem do Blog da Música Brasileira a este cantor e compositor que, mesmo não sendo de nacionalidade brasileira, trazia na alma a grandeza de um genuíno brasileiro.

2 - Maria do Futuro
3 - Prelúdio Nº 2
4 - A Transa
5 - Viagem
6 - Geração 70
7 - O Velho e o Novo
8 - Em Algum Lugar do Mundo
9 - Dia 5
10 - Gente Humilde
11 - Tema de Eva

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

1959 - Para Ouvir Sorrindo - Ivon Curi

Oi pessoal! Nesta segunda-feira após o Natal, trago de presente ao Blog da Música Brasileira uma raridade da música de um artista ainda inédito por aqui: Ivon Curi. Mineiro de Caxambu, Ivon Curi foi um grande cantor, compositor, ator e comediante brasileiro, muito embora tenha se destacado na música. Sua carreira artística iniciou-se em 1947, sete anos após ter se mudado para o Rio de Janeiro, quando foi contratado pelo Hotel Copacabana Palace para ser o crooner da orquestra de Zaccarias. No ano seguinte, foi convidado por Braguinha (João de Barro) a gravar pela Continental seu primeiro disco, com a música "Nature Boy", um grande sucesso internacional da época, além do samba de Dorival Caymmi, "Adeus", no outro lado do 78 rpm. No mesmo ano, gravou seu segundo disco, desta vez com as músicas francesas "Pigalle" e "La Vie en La Rose". Em 1949, gravou ao lado de Carmélia Alves mais um disco com o baião "Me Leva", de Hervé Cordovil e Rochinha, e "Gauchita", de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Apesar do sucesso do disco, gravou ainda mais três discos dedicados à músicas francesas neste ano. Um ano mais tarde, gravou com Marlene o maxixe "Nego, Meu Amor", além de lançar suas primeiras composições, como "É Amor" e "Tá Fartando Coisa Em Mim", esta última alcançando grande sucesso. Participou dos filmes "Aviso aos Navegantes", em 1950, e "Aí Vem o Barão", de 1951, mesmo ano em que gravou em duo com Emilinha Borba a toada "Noite de Luar". Em 1952, participou dos filmes "É Fogo na Roupa" e "Barnabé, Tu És Meu" e mudou para a gravadora RCA Victor. Em 1953, já pela nova gravadora, gravou as músicas "João Bobo", de sua autoria, a qual alcançou algum sucesso, e "Bobagem Gostosa", de Mário Lago e Chocolate. No ano seguinte, Ivon Curi gravou a toada "O Menino de Braçanã", de Luiz Vieira, "O Xote das Meninas", de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, a toada "Adeus Gente", de Lúcio Alves e Osmar Campos e, de Dorival Caymmi, o samba "Lá Vem a Baiana" e um "Pot-Pourri de Romances". Iniciou também sua carreira internacional em 1954, fazendo grande sucesso no Uruguai. Em 1955, o samba-canção de sua autoria "Escuta", lançada por Isaurinha Garcia no auge de sua carreira e por Ângela Maria, consagrando-a como grande sucesso do ano. No ano seguinte, fez um show em Portugal no Teatro Municipal de Lisboa, sendo convidado para temporada no ano seguinte devido ao sucesso alcançado, sendo agraciado com a "Rosa de Ouro", dada pelo governo português a personalidades mundiais, além de eleito pela revista "Radiolândia" como o melhor cantor do ano. Em 1958, gravou um dos seus maiores sucessos, a música "Pisa Na Fulô", de João do Vale, Silveira Jr. e Ernesto Pires. Nesta época, lança o disco tema da postagem de hoje: "Para Ouvir Sorrindo", com doze músicas com a sua marca inconfundível de bom humor, com um tom romântico e uma musicalidade maravilhosa. Dentre as doze, merecem destaque as músicas "Idéias Erradas", de Dolores Duran e J. Ribamar, "Sete Mentiras", "Pé de Cana", "Baião de Roda", "Vem Comigo", "Não Bula Comigo" e "História de um Pronto", além das engraçadas "Banquete de Capim", "Forró de Beliscão" e " Receita de Mandar Mulher Embora". Um disco incrível, uma preciosidade da música de Ivon Curi que deve ser resgatada dos velhos e esquecidos baús da memória da música para ser ouvida, servir de inspiração e mostrar àqueles que não vêem na música brasileira a qualidade e a importância dos nomes já esquecidos da nossa música para a cultura e nossa música atual.

1 - Sete Mentiras
2 - Receita de Mandar Mulher Embora
3 - Vem Comigo
4 - História de um Pronto
5 - Não Bula Comigo
6 - Baião de Roda
7 - Forró de Beliscão
8 - Idéias Erradas
9 - Foi Num Trem
10 - Baião do Café
11 - Banquete de Capim
12 - Pé de Cana

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

2011 - Box "Estupido Cupido" - Celly Campello

Oi pessoal! Nesta sexta-feira, trago aqui no Blog um dos lançamentos mais importantes para a divulgação de nossa música brasileira deste ano de 2011. Trata-se de um Box especial, lançado pela gravadora "Discobertas", onde traz toda a discografia de Celly Campello pela gravadora Odeon nos anos 1950 e 1960. Composto por 6 cds, este box reproduz de forma fiel os long-plays lançados pela cantora ao longo de sua carreira nessa gravadora, compreendendo grandes sucessos, como "Estupido Cupido", "Broto Legal" e "Banho de Lua". Além das músicas remasterizadas a partir das matrizes originais, os cds apresentam capas e contra-capas idênticas aos discos originais, com fotos de outras versões destes discos, lançados ou relançados em outras épocas, além de fotos da própria cantora em participações em trabalhos de outros artistas, em seus momentos de vida pessoal e em publicações da imprensa da época. Com textos de Albert Pavão e idealizado por Marcelo Froés, este trabalho conta com preciosidades da música de Celly, lançadas em compactos e velhos 78 rpm ao lango de sua carreira, em faixa-bônus contidas nos cds do período.

Para aqueles que não conheceram a paulista Celly Campello, este trabalho traz de uma forma completa, fiel e de altíssima qualidade o melhor da carreira da menina prodígio que aos doze anos já tinha seu próprio programa de rádio na querida Taubaté e aos quinze já gravava seu primeiro disco em São Paulo, no lado B do primeiro disco do irmão Tony Campello, com a música "Handsome Boy". Um ano mais tarde, Celly alcança o sucesso absoluto com o lançamento da música "Estúpido Cupido" no disco lançado por ela no mesmo ano. No mesmo ano, estreou um programa de televisão próprio ao lado do irmão na Rede Record, com o nome: "Celly e Toni em Hi-Fi", estando no ar durante dois anos. E, daí pra frente, o sucesso de Celly só aumentou, até que em 1962 resolveu abandonar a carreira para se dedicar ao casamento com José Eduardo, seu namorado de infância. Embora tenha sido uma carreira aparentemente curta, sua história, sua importância e seu legado para a música brasileira são inquestionáveis, não só com relação às músicas e ao novo estilo musical introduzido por Celly Campello à música brasileira, como também pelo talento desta cantora que marcou de forma definitiva nossa história cultural brasileira. Fica aqui uma homenagem a essa cantora fora de série, com agradecimentos especiais à Agência Ideal por fazer com que esse material chegue aos ouvidos e corações de todos os amantes da nossa música e cultura brasileiras. Um presente de Natal que o Blog da Música Brasileira recomenda aos fãs, àqueles que admiram ou simplesmente têm curiosidade sobre a nossa eterna Celly Campello.

Abaixo, segue a lista com os cds e as músicas contida neste box:

CD 1 - 1959 - Estupido Cupido

1 - Estúpido Cupido
2 - The Secret
3 - Muito Jovem
4 - Túnel do Amor
5 - Handsome Boy
6 - Who's Sorry Now
7 - Broto Já Sabe Chorar
8 - Fale-Me Com Carinho
9 - Querido Cupido
10 - Tammy
11 - Melodie D'amour
12 - Lacinhos Côr-de-Rosa

Faixas-Bônus:
13 - Devotion
14 - O Céu Mudou de Cor

CD 2 - 1960 - Brôto Certinho

1 - Broto Certinho
2 - Billy
3 - To Know Him Is To Love Him
4 - Querida Mamãe
5 - Over The Rainbow
6 - Frankie
7 - Banho de Lua
8 - Os Mandamentos do Broto
9 - Para Mim e Você
10 - Broken Hearted Melody
11 - Não Tenho Namorado
12 - Grande Amor

CD 3 - 1960 - A Bonequinha Que Canta

1 - Mal-Me-Quer
2 - Eternamente
3 - Minha Jóia
5 - Broto Já Sabe Esquecer
6 - Esta Noite
7 - O Meu Amor Vai Passar
8 - Sempre
9 - Só Para Elisa
10 - Eu, Você e o Luar...
11 - Unchained Melody
12 - Jingle-Bell-Rock

Faixas-Bônus:
13 - Vi Mamãe Beijar Papai Noel
14 - Canário - com Tony Campello

CD 4 - 1961 - A Graça de Celly Campello e as Músicas de Paul Anka

1 - Gosto de Você, Meu Bem
2 - Hey Mama
3 - Não Me Deixe
4 - Meu Amor
5 - Isso É Amor
6 - Diz Que Me Amas
7 - Teddy
8 - É O Amor, Sim
9 - Trem do Amor
10 - Garota Solitária
11 - Isto É Adeus
12 - Diga, Querido

CD 5 - Brotinho Encantador

1 - Flamengo Rock
2 - O Jolly Joker
3 - Angel, Angel
4 - Hey Boys, How Do You Do
5 - A Lenda da Conchinha
6 - Little Devil
7 - Presidente dos Brotos
8 - Índio Sabido
9 - Juntinhos
10 - Ordens Demais
11 - Tchau, Baby, Tchau
12 - Runaway

CD 6 - Celly

1 - Hey! Ex-Amor
2 - Marquei Encontro Com Você Em Meus Sonhos
3 - Palavras
4 - Um Mundo Feliz
5 - O Amor É Azul
6 - Felicidade
7 - Bonnie e Clyde
8 - Perdoa
9 - No Outono
10 - Banho de Lua
11 - Meu Pranto a Deslizar
12 - Você Quem Quis Assim

Faixa-Bônus:
13 - Ao Meu Amor

domingo, 18 de dezembro de 2011

1965 - Rancho da Praça Onze - Dalva de Oliveira

Oi pessoal! Neste domingo de muito sol e céu azul, posto aqui no Blog mais um disco da nossa eterna e inesquecível Dalva de Oliveira. Sua carreira musical iniciou-se em 1937, quando ao conhecer Herivelto Martins e Nilo Chagas (que, juntos, faziam a dupla Preto e Branco), formou o Trio de Ouro. No mesmo ano, o Trio gravou seu primeiro disco junto à Odeon, com as músicas "Itaquari" e "Ceci e Peri", alcançando grande sucesso e várias apresentações nas rádios. Em 1938, o Trio de Ouro começou a utilizar seu nome em seus discos e apresentações de rádio, como também oficializou-se neste mesmo ano o casamento de Dalva e Herivelto. Na década de 1940, o Trio de Ouro alcançou enorme sucesso com as músicas "Praça XI" e "Ave Maria no Morro", além de atuar em filmes e integrar o elenco da Rádio Nacional. No início da década de 1950, Dalva e Herivelto se separaram definitivamente e a formação do Trio se desfez. Daí em diante, Dalva seguiu sua carreira individualmente, rapidamente conquistando o auge do sucesso e o público, que passou a admirá-la e segui-la por onde fosse. Tanto que em 1952, foi eleita Rainha do Rádio, e excursionando pela Argentina, conheceu seu futuro empresário e segundo marido, Tito Clement. Durante a década de 1950, Dalva lançou seus primeiros LP's, gravando inúmeros sucessos como "Olhos Verdes", "Ave Maria" e "Tudo Acabado", e participando de filmes nacionais. Nos anos 1960, o talento e o prestígio de Dalva continuaram sempre na voz do "rouxinol brasileiro", com sua voz linda e afinada. Em 1965, Dalva lançou um de seus discos mais conhecidos e mais bem recebidos pelo público e pela crítica, com o nome de um dos seus maiores sucessos de sua carreira: "Rancho da Praça Onze", de Chico Anísio e João Roberto Kelly. Neste disco, destacam-se ainda as músicas "Sonho de Pobre", de Tito Clement, "Hino ao Amor", de Edith Piaf e Monnot, "Que Sabes Tu", de Mitha Silva, "Fracasso", de Fernando César e Nazareno de Brito, "Samba Samba", de João Roberto Kelly, "Voltarei de Joelhos", de Ronnie Cord, Zambrini e Migliacci, "A Bahia Te Espera", de Chianca de Garcia e Herivelto Martins, "Ser Carioca", de Fernando César", e "Junto de Mim", de Alberto Ribeiro e José Maria de Abreu. Um dos melhores discos da carreira de Dalva, recheado de sucessos e músicas inesquecíveis na voz inebriante da "estrela Dalva", como diria Silvio Caldas em "As Pastorinhas". Um disco importante não só para a discografia de Dalva, mas também para a música brasileira, pelo repertório de alto nível e compositores já consagrados de nossa música.

3 - Voltarei de Joelhos
4 - Hoje
5 - Sonho de Pobre
6 - Samba Samba
7 - Que Sabes Tu
8 - Junto de Mim
9 - A Bahia Te Espera
10 - Fracasso
11 - Sempre Te Amarei
12 - Ser Carioca

sábado, 10 de dezembro de 2011

1966 - A Pedidos - Nelson Gonçalves

Oi pessoal! Neste sábado, depois de quase três semanas de ausência, posto aqui no Blog mais um disco de um dos maiores cantores da história de nossa música brasileira. Apesar de gago, Nelson Gonçalves se transformou nas décadas de 1940 e 1950 num dos maiores cantores brasileiros, ao lado de Francisco Alves, Orlando Silva, Mário Reis, Vicente Celestino, dentre outros. Gaúcho de Santana do Livramento, Nelson Gonçalves no início de sua carreira foi rechaçado de vários programas de calouros, inclusive no do próprio Ary Barroso, até que em 1941, grava seu primeiro disco, em 78 RPM, sendo muito bem recebido pelo público. Seus primeiros sucessos foram "Renúncia", "Caminhemos", "Carlos Gardel", "Maria Bethânia" e "A Volta do Boêmio", música esta que lhe deu o apelido de "Boêmio", tornando-se um dos maiores sucessos de sua carreira. Em 1958, Nelson teve sua carreira interrompida por seu envolvimento com drogas, retomando sua vida pessoal e artística, com o apoio de sua esposa, no final da década de 1960, reassumindo o seu prestígio, seus sucessos e seu reconhecimento do público. Assim, logo após a retomada em sua carreira, Nelson Gonçalves lança pela RCA, gravadora que o acolheu em toda a sua carreira, o disco tema da postagem de hoje, "A Pedidos", um ano antes de um dos discos mais conhecidos e mais lembrados de Nelson Gonçalves, "A Volta do Boêmio", lançado em 1967. Todavia, no LP tema da postagem de hoje, Nelson nos traz músicas do eterno sambista Noel Rosa, como "Palpite Infeliz", "Silêncio de um Minuto", "Feitiço da Vila" e "Último Desejo", do compositor "Herivelto Martins", como "Camisola do Dia", "Apogeu" e "Amigo", além das músicas de sua própria autoria, como "Redoma de Vidro", em parceria com Herivelto Martins, e "Nem Coberta de Ouro", juntamente com Antonio Elias. Também merecem destaque as músicas "Dolores Sierra"também de sua autoria, "Você É Que Pensa" e "Lençol de Linho". Um disco que, apesar de não ser muito conhecido, traz a marca inesquecível deste cantor fabuloso que é Nelson Gonçalves.

1 - Camisola do Dia
2 - Último Desejo
4 - Amigo
5 - Redoma de Vidro
6 - Palpite Infeliz
7 - Nem Coberta de Ouro
8 - Feitiço da Vila
9 - Lençol de Linho
10 - Apogeu
11 - Você É Que Pensa
12 - Silêncio de um Minuto

domingo, 20 de novembro de 2011

1965 - Maria Bethânia

Oi pessoal! Neste domingo, posto aqui no Blog mais um disco antológico de nossa música brasileira. Lançado em 1965, este disco é o primeiro long-play da carreira da baiana Maria Bethânia. Recém-chegada ao Rio de Janeiro, foi convidada em 1965 a substituir a cantora Nara Leão no espetáculo Opinião, que se realizava no Rio de Janeiro na época. Juntamente com os sambistas João do Vale e Zé Ketti, Bethânia se transformou numa das mais jovens promessas, com a interpretação forte, impassível e certeira de "Carcará", o primeiro dos muitos sucessos que marcaram sua carreira. Neste disco, Bethânia nos traz alguns dos sucessos do show, como "Missa Agrária / Carcará", além de "Feitio de Oração" e "O X do Problema", de Noel Rosa - sendo a primeira também do compositor carioca Vadico -, "De Manhã" e "No Carnaval", ambas do irmão ainda pouco conhecido do público, Caetano Veloso, "Nunca Mais", de Dorival Caymmi, "Mora Na Filosofia", de Monsueto e Arnaldo Passos, "Anda Luzia", de João de Barro, e "Pombo-Correio". Um disco que marca o início da carreira de Bethânia, que mostra o talento e um repertório incrível de uma artista que, ainda no início da carreira, sabia muito bem onde queria chegar: no patamar das grandes cantoras brasileiras, posto em que se firmou para sempre na história da música brasileira desde então.

1 - De Manhã
2 - Só Eu Sei
3 - Pombo-Correio
4 - No Carnaval
5 - Nunca Mais
6 - Sol Negro
7 - Missa Agrária / Carcará
8 - Anda Luzia
9 - Feitio de Oração
10 - Feiticeira
11 - O X do Problema
12 - Mora Na Filosofia

terça-feira, 15 de novembro de 2011

1965 - O Canto Livre de Nara

Oi pessoal! Nesta terça-feira, feriado em memória do aniversário da proclamação da República, ocorrida há exatos 122 anos, trago aqui no Blog mais um disco de Nara Leão. Nascida na capital do estado do Espírito Santo, Nara mudou-se com sua família com 1 ano de idade para o Rio de Janeiro, onde conheceu e se tornou uma das maiores e mais conhecidas intérpretes brasileiras. Exímia violonista, cujas aulas remontam ainda sua infância, Nara tem como principal característica musical sua voz doce e suave, com seu violão a tira-colo. Em meados dos anos 1950, eram organizadas com frequência reuniões musicais no apartamento dos pais de Nara, com a finalidade de se fazer e ouvir música. Destas reuniões, das quais participavam Ronaldo Bôscoli, Roberto Menescal, João Gilberto, Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Carlos Lyra, Sérgio Mendes, dentre outros, surgiu o movimento Bossa Nova, que ganhou o Rio de Janeiro, o Brasil e o mundo. A partir da década de 1960, a "Musa da Bossa Nova", título dado a ela pelo cronista Sérgio Porto, começou a se aproximar pelo samba de morro, músicas com a temática da realidade dos morros cariocas, suas dificuldades, suas alegrias e tristezas. E, em 1964, ao lado dos sambistas Zé Ketti e João do Vale, Nara apresenta um dos shows mais importantes da história da música brasileira: o show Opinião, apresentado no Rio de Janeiro logo após o golpe militar, com a intenção de criticar a opressão que o regime imprimia à sociedade da época. Após o lançamento dos discos "Nara" e "Opinião de Nara", ambos de 1964, e do disco gravado ao vivo com o registro do show "Opinião", Nara se afasta da apresentação do espetáculo devido a motivos de saúde. E, em seu lugar, Maria Bethânia aparece com a interpretação forte, impetuosa e marcante de "Carcará", transformando-se no primeiro sucesso de sua carreira. Neste contexto, após se recuperar, Nara lança os discos "5 Na Bossa", com o Tamba Trio e Edu Lobo e o disco tema da postagem de hoje, "O Canto Livre de Nara". Com músicas relacionadas ao show Opinião, como "Carcará", "Nega Dina", Malvadeza Durão" e "Incelença", o disco "O Canto Livre de Nara" traz ainda as músicas "Não Me Diga Adeus", "Aleluia", "Corisco", "Segredo do Sertanejo (Uricuri)", "Samba da Legalidade", "Suíte dos Pescadores" e "Minha Namorada", clássica composição da Bossa Nova. Um disco recheado de grandes músicas, sucessos e a interpretação belíssima de Nara Leão.

1 - Corisco
2 - Samba da Legalidade
3 - Não Me Diga Adeus
4 - Segredo do Sertanejo (Uricuri)
5 - Canto Livre
6 - Suíte dos Pescadores
7 - Carcará
8 - Malvadeza Durão
9 - Aleluia
10 - Nega Dina
11 - Minha Namorada
12 - Incelença

domingo, 13 de novembro de 2011

1965 - O Poeta do Povo - João do Vale

Oi pessoal! Neste domingo, posto aqui no Blog mais um disco de um compositor de sambas incrível que, ao lado de Zé Ketti, é um dos nomes mais importantes da nossa música brasileira. De origem nordestina, da capital do Maranhão, João do Vale desde pequeno começou a trabalhar para ajudar sua família, percorrendo diversas cidades do sertão. No início da década de 1950, já no Rio de Janeiro trabalhando como pedreiro, João do Vale começou a frequentar programas de rádio, apresentando suas composições até que, em 1953, Marlene grava em disco sua música "Estrela Miúda", a qual obteve algum sucesso. Em 1964, começou a se apresentar no restaurante Zicartola, no Rio de Janeiro, onde nasceu a idéia do Show Opinião, dirigido por Oduvaldo Vianna Filho, Paulo Pontes e Armando Costa, com participação do próprio João do Vale, de Zé Ketti e de Nara Leão, que viria a ser substituída pela baiana Maria Bethânia. Este show, apresentado no Teatro Opinião a partir de 1964 constituiu um dos grandes marcos da música brasileira, apresentando músicas de protesto, da vida no sertão e nos morros cariocas, interpretadas pelos próprios compositores e por Nara Leão, uma das principais integrantes do movimento Bossa Nova surgido anos antes. Maria Bethânia, recém chegada ao Rio de Janeiro, substituiu Nara Leão (por motivos de saúde) no show em 13 de fevereiro de 1965, revelando-se um dos destaques daquele ano com a música "Carcará", de João do Vale e José Cândido. Este viria a ser um dos principais shows de protesto contra o Regime e a ditadura que impunha suas forças no início do movimento. E é nesse ambiente, neste contexto que o disco tema da postagem de hoje tomou forma. Lançado em 1965, "O Poeta do Povo" traz um João do Vale em sua essência musical, com músicas que se tornaram símbolos da música brasileira daquele período, como "Carcará", "Peba na Pimenta", "Ouricuri", "Sina de Caboclo" e "Pisa na Fulô", que integram o antológico disco "Show Opinião", gravado ao vivo em 1965, além de "Pra Mim Não", "A Voz do Povo", "Minha História", "O Bom Filho À Casa Torna" e "A Lavadeira e o Lavrador". Um dos discos mais importantes para história da nossa música brasileira, sendo até hoje muito procurado entre colecionadores e amantes de boa música brasileira. Um disco que mostra o talento de um compositor com o nome e a importância de João do Vale como poeta, e poeta do povo.

1 - A Voz do Povo
2 - Carcará
3 - Pra Mim Não
4 - Peba Na Pimenta
5 - Minha História
6 - A Lavadeira e o Lavrador
7 - Pisa na Fulô
8 - O Jangadeiro
9 - Fogo No Paraná
10 - Ouricuri
11 - O Bom Filho À Casa Torna
12 - Sina de Caboclo

terça-feira, 8 de novembro de 2011

1970 - Zé Ketti

Oi pessoal! Nesta terça-feira, posto aqui no Blog uma preciosidade de nossa música brasileira. Um disco que nos mostra a essência do samba, aquele samba característico da realidade dos morros da década de 1960. E, não poderia ser outro o intérprete que Zé Ketti, um dos maiores sambistas que o Brasil já viu nascer. Nascido e criado no Rio de Janeiro, Zé Ketti começou sua carreira no início da década de 1940, compondo sambas na ala de compositores da escola de samba da Portela. Seu primeiro sucesso como compositor veio com a música "Amor Passageiro", gravado em 1951 por Linda Batista. Com a gravação de "A Voz do Morro", por Jorge Goulart, com arranjos de Radamés Gnattali, para o filme "Rio 40 Graus" em 1955, a carreira de Zé Ketti decolou, transformando este samba em um dos maiores sucessos da carreira deste jovem compositor e de nossa música brasileira, em especial do samba. Em 1964, participou ao lado de Nara Leão e João do Vale do espetáculo "Opinião", do qual algumas das músicas fizeram enorme sucesso, tranformando-se em clássicas interpretações nas vozes de Nara em "Diz Que Fui Por Aí", "Opinião" e "Acender as Velas", também gravada por Elis no antológico Pot-Pourri com Jair Rodrigues no LP "Dois Na Bossa", gravado ao vivo no Teatro Paramount, em 1965. Dois anos depois, outra música de autoria de Zé Ketti alcança imediato sucesso, conquistando o primeiro lugar do carnaval do ano, na interpretação de Dalva de Oliveira em "Máscara Negra". Três anos após o sucesso de "Máscara Negra", Zé Ketti nos traz esta maravilhosa obra-prima de sua música, com velhas conhecidas do público, como "Opinião", "Acender as Velas", "Diz Que Fui Por Aí" e "Malvadeza Durão", todas do show "Opinião", além de "Praça Onze / Berço do Samba", "Nega Dina", "Mascarada", "Drama Universal", "Peço Licença", "Em Tempo" e "O Meu Pecado". Um dos melhores e de maior qualidade dentre os discos de samba, que tem a marca registrada do sambista, compositor e gênio do samba, Zé Ketti.

1 - Acender as Velas
2 - Drama Universal
3 - Opinião
4 - Praça Onze / Berço do Samba
5 - Madrugada
6 - Malvadeza Durão
7 - Em Tempo
8 - Nega Dina / Diz Que Fui Por Aí
9 - Peço Licença
10 - Mascarada
11 - O Meu Pecado

domingo, 6 de novembro de 2011

1982 - Caminhos do Coração - Gonzaguinha

Oi pessoal! Neste domingo, primeiro de novembro, escolhi como tema da postagem de hoje um cantor que ainda não tinha aparecido por aqui e que me foi sugerido por uma guria amiga minha da faculdade, a Michele, a quem dedico a postagem de hoje. Filho do eterno Rei do Baião, o velho Luis Gonzaga (chamado carinhosamente de Gonzagão), Gonzaguinha foi um dos maiores nomes da jovem MPB das décadas de 1970 e 1980. Um dos fundadores do MAU - Movimento Artístico Universitário, que reunia jovens compositores que às sextas-feiras, em saraus e muita música, mostravam seus trabalhos uns aos outros, como foi o caso de Gonzaguinha, Ivan Lins, César Costa Filho, Aldir Blanc, Paulo Emílio, Márcio Proença, dentre outros. Este movimento ganhou força no final dos anos 1960 até que, em 1971, deu origem ao programa "Som Livre Exportação", apresentado pela Tv Globo. Suas composições de cunho anti-ditadura fizeram com que sua grande maioria fossem censuradas pelo DOPS - Departamento de Ordem Política e Social, um dos instrumentos da ditadura que reprimiam todo e qualquer movimento contra a ordem política vigente. Das 72 músicas apresentadas ao órgão, apenas 18 músicas foram liberadas. Várias de suas composições foram gravadas e regravadas por nomes como Elis Regina, Fagner, Maria Bethânia, Simone, dentre outros. No auge de sua carreira, ao voltar de um show no Paraná, o carro em que estava colidiu com um caminhão e tirou a vida deste brilhante cantor e compositor brasileiro, que soube como poucos transportar à música a essência da juventude musical da época que via na ditadura um regime de atraso ao crescimento cultural e social do país, com repressão à liberdade em todas as suas faces e matizes. Neste disco, escolhido como tema desta postagem, temos um disco lançado em 1982, o qual traz um dos maiores sucessos da carreira de Gonzaguinha logo na primeira faixa: "O Que É O Que É". Além dela, merecem destaque as músicas "Caminhos do Coração", que dá nome ao disco, "O Filho da Própria", "Maravida", "O Boy (Amar É)", "Ser, Fazer e Acontecer" e "Felicidade". Um disco interessante, que mostra um pouco do talento e da personalidade deste grande cantor de nossa música brasileira.

1 - O Que É O Que É
2 - O Filho da Própria
3 - O Começo
4 - Simples Como a Água
5 - Maravida
6 - O Boy (Amar É...)
7 - Ser, Fazer e Acontecer
8 - Felicidade
9 - Simplesmente Feliz
10 - Caminhos do Coração

sábado, 5 de novembro de 2011

1971 - Gilberto Gil

Oi pessoal! Neste sábado, posto aqui no Blog mais um disco do cantor e compositor baiano Gilberto Gil. Três anos antes do lançamento deste disco, em 1968, o governo militar havia baixado o famoso Ato Institucional nº 5, cerceando os direitos à liberdade de expressão, imprensa, entre outros e, baseando-se neste pretexto, prenderam Gil e Caetano por dois meses, acusados de desrespeitar o hino nacional e a bandeira brasileira. Depois de algum tempo tentando cantar, compor e sobreviver neste ambiente de forte repressão cultural, Gil e Caetano partem para o exílio na Inglaterra, onde ficam por alguns anos compondo, lançando novas músicas, discos, que repercutiam aqui na música brasileira.Pouco antes de ir pra Inglaterra, Gil compõe uma das músicas de maior sucesso de sua carreira, regravada por inúmeras gerações de músicas ao longo destes anos: "Aquele Abraço". No exílio, Gil gravou este disco, tema da postagem de hoje, pela então gravadora Philips, onde apresentava somente canções em inglês. Embora o disco tenha sido gravado em Londres, sua importância para a história da música brasileira e para a carreira de Gil é indiscutível. Além disso, vale a pena sempre manter na memória histórica musical e cultural brasileiras o que o AI-5 e os demais atos militares representaram para a nossa sociedade, para que iniciativas e movimentos nesta direção não aconteçam no futuro. Deste disco, destaque para as músicas "Volkswagen Blues", "Babylon", "Nega (Photograph Blues)" e "Crazy Pop Rock".

1 - Nega (Photograph Blues)
2 - Can't Find My Way Home
3 - The Three Mushrooms
4 - Babylon
5 - Volkswagen Blues
6 - Mamma
7 - One O'Clock Last Morning, 20th April 1970
8 - Crazy Pop Rock

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

1970 - Tobogã - Som Três

Oi pessoal! Neste feriado de quarta-feira, dia de finados, trago o primeiro disco do Blog do trio Som Três (ou Som 3). Formado ainda em 1966 por César Camargo Mariano ao piano, Toninho Pinheiro na bateria e Sabá no contrabaixo, este trio participou dos festivais de MPB da década de 1960 acompanhando as apresentações de Roberto Carlos, com "Maria, Carnaval e Cinzas" e Chico Buarque e MPB-4, com "Roda Viva", no III Festival de MPB da Tv Record, de 1967. No ano seguinte, fizeram parte do III Festival Internacional da Canção, promovido pela Tv Globo, ao lado de Beth Carvalho e dos Golden Boys, com a música classificada em terceiro lugar, "Andança". Em 1970, os integrantes do trio viajaram ao México com Wilson Simonal, durante sua turnê na Copa do Mundo, muito embora tenham trabalhado durante algum tempo ao lado do Simona. Após retornar do México, Cesar Camargo Mariano recebeu um convite para tocar ao lado de Elis Regina, em sua temporada de shows no Rio de Janeiro, enquanto Sabá e Toninho preferiram continuar em São Paulo, desfazendo o trio. Apesar de ter sido um grupo com poucos anos de estrada, carregavam uma enorme bagagem musical, um talento ímpar em cada um de seus integrantes, em cada música, em cada disco lançado, em cada apresentação em que se encontravam. No disco escolhido como tema da postagem de hoje, lançado originalmente em 1970 pela gravadora Odeon, temos este "Tobogã", com músicas consagradas nacional e internacionalmente, como "Oh Happy Day", além de "O Telefone Tocou Novamente", "Lola", "Eu Já Tenho Você", "Irmãos Coragem", "A Volta da Maçã", "Mulher Brasileira" e "Tobogã". Um disco maravilhoso, que marca a carreira de um dos maiores trios de nossa música brasileiras, repleto de boa música, e música essencialmente brasileira.

1 - Lola
2 - Irmãos Coragem
3 - Bajar no México
4 - Eu Já Tenho Você
5 - Eu Só Posso Assim
6 - O Telefone Tocou Novamente
7 - Oh Happy Day
8 - Tobogã
9 - Mulher Brasileira
10 - A Volta da Maçã

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

1965 - Compacto - Eu Vim da Bahia - Sim, Foi Você - Maria da Graça

Oi pessoal! Nesta sexta-feira, um dia muito especial pra mim, trago aqui no Blog um compacto muito importante da carreira da cantora Gal Costa. Lançado originalmente em 1965 pela tradicional gravadora RCA Victor, este compacto traz uma jovem cantora que, embora no início de carreira já trazia na bagagem amizades e trabalhos com futuros grandes nomes de nossa música brasileira, como Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tom Zé. Recém-chegada da Bahia, seu estado natal, Gal Costa começou a trilhar sua carreira na música, gravando as músicas "Eu Vim da Bahia", de Gilberto Gil, que se transformou numa das músicas mais lembradas e de maior sucesso do início da carreira de Gil, e "Sim, Foi Você", de Caetano Veloso. Um compacto simples que, embora possa parecer, traz a voz e o talento de uma das maiores cantoras da história de nossa música brasileira, aqui conhecida ainda por seu nome de batismo: Maria da Graça.

1 - Eu Vim da Bahia
2 - Sim, Foi Você

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

1970 - Compacto - Jesus Cristo - Com Mais de 30 - Claudia

Oi pessoal! Nesta quarta-feira, trago aqui no Blog mais um compacto que representou um momento importante da música brasileira. Após iniciar sua carreira em apresentações nos programas do Fino da Bossa, comandados por Elis e Jair, na Tv Record durante a década de 1960, Claudia se tornou conhecida do público e suas músicas fizeram grande sucesso, levando-a a ganhar o prêmio Roquette Pinto como cantora revelação, na época. Anos depois, em 1969, classificou a música "Razão de Paz para Não Cantar", de Eduardo Lages e Alézio de Barros, em 1º lugar no I Festival Fluminense da Canção e em 4º lugar no IV Festival Internacional da Canção, promovido pela Tv Globo. Já em 1970, no México, participou do XI Festival da Canção, conseguindo uma marca de quatro medalhas de ouro, incluindo a de melhor intérprete. Ainda em 1970, Claudia lança este compacto simples, com duas das músicas que se tornariam os principais sucessos da cantora no período e os carros-chefes do LP "Jesus Cristo", lançado apenas em 1971. Tanto a música de Erasmo & Roberto Carlos, "Jesus Cristo", como "Com Mais de 30", de Marcos & Paulo Sérgio Valle, lançadas neste compacto, precisavam ser lançadas para a apreciação do público, justificando o lançamento deste compacto meses antes do lançamento do LP oficial, prática muito comum entre os cantores e gravadoras da época. Portanto, aqui está o registro destas duas músicas que, com certeza, se consagraram não só pelas mãos (ou vozes, por assim dizer) de seus compositores, como também pela interpretação única e antológica da talentosa cantora Claudia.

1 - Jesus Cristo
2 - Com Mais de 30

domingo, 23 de outubro de 2011

1969 - Compacto - Ave Maria Dos Retirantes - Canção De Chorar - Catavento - Atento, Alerta - Maysa

Oi pessoal! Neste domingo, de sol, céu azul, típico de primavera, trago uma pérola da música de Maysa, um compacto duplo lançado pela Copacabana, em 1969. Numa época em que Maysa retornava ao Brasil após ficar alguns anos na Espanha, este compacto nos traz a voz inesquecível desta cantora que imortalizou com sua voz forte e presença característica de sua personalidade singular sucessos indescritíveis da música brasileira, como "O Barquinho", "Meu Mundo Caiu", "Fim de Caso", "Castigo", dentre tantos outros. Neste período de sua vida, Maysa se dedicou a participações em novelas, como em "O Cafona", exibida pela Tv Globo em 1971, além da apresentação de um programa especial na Tv Tupi, ao lado do ator Ítalo Rossi, intitulado "A Maysa de Hoje". Participou como jurada no V Festival de Música Popular Brasileira, promovido pela Tv Record, em 1969, e, ainda no mesmo ano, participou também no IV Festival Internacional da Canção (FIC), promovido pela Tv Globo, com a música "Ave Maria dos Retirantes", muito embora não tenha se classificado entre as finalistas do festival. Neste clima de mudanças e novos rumos da música da cantora, este compacto é lançado, trazendo ao público, além da música defendida por Maysa, as músicas "Catavento" e "Atento, Alerta", que se destacam no compacto. Embora seja um trabalho não muito conhecido de Maysa, este compacto traz grandes interpretações repletas de muito talento.

1 - Ave Maria dos Retirantes
2 - Canção de Chorar
3 - Catavento
4 - Atento, Alerta

sábado, 22 de outubro de 2011

1978 - Compacto - Chica Boom Chick - Revoada - Maria Alcina

Oi pessoal! Neste sábado, de muito sol e calor, trago um compacto alegre, de uma mineira que surgiu na música brasileira com o sucesso arrebatador de "Fio Maravilha", de Jorge Ben, no VII Festival Internacional da Canção (FIC), promovido pela Tv Globo, em 1972. Ganhadora do 1º lugar do festival, Maria Alcina conquistou o público com sua voz grave e seu estilo único. Em 1973, gravou seu primeiro Long-Play, com músicas já bem conhecidas do público, como "Alô, Alô", de André Filho, e um dos grandes sucessos da carreira de Carmen Miranda, "Paraíba", de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, e "Como Vaes Você", de Ary Barroso. Um ano mais tarde, grava seu segundo LP, "Maria Alcina", lançando mais um grande sucesso de sua carreira: "Kid Cavaquinho". Durante os anos 1970, lançou diversos compactos, inclusive este, escolhido como tema da postagem de hoje. Lançado em 1978 pela gravadora EMI, este compacto nos traz mais um grande sucesso de Carmen Miranda, "Chica Chica Boom Chick" e, no lado B, temos a música "Revoada", não muito conhecida, mas bem alegre, ao estilo característico de Maria Alcina. Um compacto interessante, que mostra o talento desta cantora mineira que, embora hoje em dia não seja muito lembrada pela maioria das pessoas, teve uma importante contribuição para a história da música brasileira.

1 - Chica Chica Boom Chick
2 - Revoada

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

1957 - Noturno - Elizete Cardoso

Oi pessoal! Nesta quarta-feira, de sol e tempo aberto, posto aqui no Blog mais um disco da nossa "divina" Elizete Cardoso. Dona de uma das mais belas vozes de nossa música brasileira, Elizete desde criança se especializou na arte de cantar, sendo descoberta aos dezesseis anos por Jacob do Bandolin, que a levou pela primeira vez a Rádio Guanabara para fazer um teste, sendo contratada para fazer parte de um programa semanal na rádio. Em 1941, Elizete se tornou crooner de orquestras, mudando-se para São Paulo anos mais tarde e, no final da década de 1940, por intermédio de Ataulfo Alves, gravou seu primeiro disco, com as músicas "Mensageiro da Saudade", de Ataulfo e José Batista, e "Braços Vazios". Com o seu segundo disco, Elizete alcançou o sucesso, com a música "Canção de Amor", de Chocolate e Elano de Paula, sendo então convidada para trabalhar na Rádio Tupi do Rio. Um ano mais tarde, em 1951, Elizete participou do primeiro filme da carreira e fez parte do primeiro programa da recém-inaugurada Tv Tupi do Rio de Janeiro, cantando nestas duas ocasiões a música "Canção de Amor". Nos anos seguintes, Elizete participou de alguns outros filmes, projetos e gravou alguns discos até que, em 1955, já conhecida nacional e internacionalmente, grava seu primeiro LP pela Continental e, em 1957, grava o disco tema da postagem de hoje. "Noturno" nos traz músicas belíssimas de nossa MPB, como "Olhos Verdes", de Vicente Paiva, "Risque" e "Na Baixa do Sapateiro", de Ary Barroso, "Chove Lá Fora", de Tito Madi, "Chão de Estrelas", de Silvio Caldas e Orestes Barbosa, "Feitiço da Vila", de Noel Rosa e Vadico, e "Se Todos Fossem Iguais a Você", de Tom e Vinicius, dupla essa que traria a Elizete, em 1958, um sucesso estrondoso com um disco inteiro de músicas da dupla, "Canção do Amor Demais", que foi um dos precursores do movimento Bossa Nova, que ganhou as rádios de todo o mundo na época. Enfim, aqui está Elizete com seu estilo único, cheia de talento, pronta para despontar como uma das cantoras de maior sucesso de sua época, com músicas incríveis que encantam nossa música brasileira até hoje.

1 - Na Baixa do Sapateiro
2 - Risque
3 - Chove Lá Fora
4 - Molambo
5 - Feitiço da Vila
6 - Noturno
7 - Se Todos Fossem Iguais a Você
8 - Chão de Estrelas
9 - Olhos Verdes
10 - Promessa

Este disco pode ser buscado em https://parallelrealitiesstudio.wordpress.com/2012/11/08/%D0%B5liz%D0%B5th-%D1%81%D0%B0rd%D0%BEs%D0%BE-n%D0%BEturn%D0%BE-1957/

domingo, 16 de outubro de 2011

1960 - Eu Sou o Espetáculo - José Vasconcellos

Oi pessoal! Neste domingo chuvoso e melancólico, presto uma singela homenagem a um dos maiores e eternos humoristas brasileiros, falecido na última terça-feira, 11 de outubro: José Vasconcellos. Um dos pioneiros no gênero humorístico da televisão, Vasconcellos iniciou sua carreira ao imitar grandes nomes de artistas e radialistas, nacionais e internacionais, no programa "Papel Carbono", apresentado por Renato Murce, em 1941. Seis anos depois, estreou no cinema com o filme "Este Mundo É Um Pandeiro", ao lado de grandes nomes do cinema da época, como Oscarito e Grande Otelo, e cantores consagrados, como Emilinha Borba, Joel & Gaúcho, Nelson Gonçalves, Lúcio Alves, Luiz Gonzaga, Cyro Monteiro, dentre outros. Em 1952, Vasconcellos participou do primeiro programa humorístico da televisão brasileira, apresentado na Tv Tupi de São Paulo, com o nome de "A Toca do Zé". Tornou-se célebre pelas suas imitações de radialistas e papéis de gago, além de ser o pioneiro no mundo no gênero "stand-up comedy", que nada mais é do que apresentar um show sozinho no palco, contando piadas e divertindo o público com "tiradas" engraças e ironias, indiretas cômicas. Em 1960, José Vasconcellos lançou pela Odeon o disco tema da postagem de hoje, "Eu Sou o Espetáculo", baseado no show de mesmo nome que apresentou por muitos e muitos anos em teatros por todo o Brasil. E esse disco, um dos mais bem sucedidos da história dos discos de humor, abriu caminho para que outras gravadoras começassem a investir nesse novo gênero. Neste disco, com duração de 55 minutos, um dos mais longos da história fonográfica brasileira, José Vasconcellos conta suas piadas, seus "causos", de forma interativa, alegre, extrovertida e, é claro, com muito bom humor. E, aqui, fica a homenagem do Blog a um rio-branquense que teve uma importância fundamental na história brasileira, com seu humor, suas participações memoráveis em programas como "Escolinha do Professor Raimundo", com a personagem do gago Rui Barbosa Sa-Silva, levando a todos pelo país a graça de um humor simples, ingênuo, mas carregado de muito profissionalismo e talento. Uma perda inestimável para história do humor mundial.

01 - 1ª Parte
02 - 2ª Parte / Aquarela do Brasil

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

1969 - Canções para Crianças de 6 a 60! - Trio Irakitan

Oi pessoal! Nesta sexta-feira, pós Dia das Crianças e Dia de Nossa Senhora, o Blog da Música Brasileira traz uma singela homenagem às crianças de todas as idades que gostam, acompanham e se identificam com o Blog de alguma maneira, enriquecendo-o com comentários, sugestões, críticas e muitas boas histórias. E, para esta homenagem, escolhi como tema um trio formado em 1950 e batizado pelo jornalista, antropólogo, historiador e advogado brasileiro, Câmara Cascudo, de Trio Muirakitan (pedra verde, em Tupi-Guarani). Contudo, na época já existia um grupo com este nome, sendo então rebatizado por Câmara Cascudo de Trio Irakitan (que significa mel verde ou também doce esperança). Formado pelos músicos Edinho no violão, Paulo Gilvan no afoxé e Joãozinho no tantã, o então Trio Irakitan iniciou sua carreira excursionando pela América Latina e Caribe em seus primeiros anos de formação. Em 1954 voltaram ao Brasil e fixaram residência na então capital, Rio de Janeiro, sendo contratados pela Rádio Nacional para integrar o elenco da rádio. Ainda no mesmo ano, gravaram o primeiro disco e o primeiro Long-Play (intitulado "Vozes e Ritmos do Trio Irakitan"), ambos pela gravadora Odeon. Em 1955, gravaram alguns sambas de Herivelto Martins e canções natalinas, alcançando enorme sucesso de público e crítica. Em 1960, o trio participou do filme "A Velha a Fiá", de Humberto Mauro, lançando nesse ano o disco tema da postagem de hoje. No auge de sua carreira, o trio nos apresenta esta preciosidade, com músicas antológicas, conhecidas por todos, como "A Velha a Fiar", uma das canções mais conhecidas pra crianças de todos os tempos, ao lado de "Os Escravos de Jó". Além delas, temos "Os Peixinhos do Mar", "São João", "Napoleon", "Na Minha Casa Tem", "Meu Galo", "Companheiros Eu Sei Tocar" e "Marinheiro". Um disco sensacional, lançado por um trio que, embora um pouco desconhecido do público atualmente, tem uma importância ímpar para a história de nossa música brasileira.

1 - Companheiros Eu Sei Tocar
2 - Cadafau
3 - Os Peixinhos do Mar
4 - Os Escravos de Jó
5 - O Marinheiro
6 - Na Minha Casa Tem
7 - A Velha a Fiar
8 - Napoleon
9 - Gato Careteiro
10 - São João
11 - O Galo
12 - Dondin Dondá

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

1974 - Sinal Fechado - Chico Buarque

Oi pessoal! Nesta segunda-feira, quente e ensolarada de outubro, trago aqui no Blog mais um disco "quente" de nossa música popular brasileira. E, além de Chico Buarque representar toda uma geração de artistas que cantavam em nome de um ideal, em nome da liberdade, Chico também nos lembra a época tão saudosa e lembrada dos grandes festivais de MPB da década de 1960. E, num desses festivais, Chico pela primeira vez se tornou conhecido do público e da crítica, com seu jeito tímido, acanhado, com seu violão à tira-colo, a cantora Nara Leão a seu lado e uma platéia cantando, ovacionando, vibrando com os versos de "A Banda", vencedora deste festival (II Festival de MPB, promovido pela Tv Record, em 1966), ao lado da também vencedora "Disparada", com a interpretação inesquecível de Jair Rodrigues. Neste mesmo ano, o até então compositor lança seu primeiro disco, com composições próprias, novas, que se tornaram grandes sucessos de sua canção. Como um dos maiores vencedores de festivais, Chico ainda se classificaria em 3º lugar no III Festival de Música Popular Brasileira, promovido pela Tv Record, em 1967, ao lado do grupo MPB-4 ao defender a música "Roda Viva", num dos festivais mais disputados e importantes da história da música brasileira. Neste mesmo ano, "Carolina", de sua autoria receberia também o prêmio de 3º lugar no II Festival Internacional da Canção, promovido pela Tv Globo, na interpretação de Cynara e Cybele. No ano seguinte, mais vitórias e conquistas. No IV Festival de MPB da Tv Record, Chico alcança o 1º lugar pelo júri popular do festival com a música "Benvinda" e na I Bienal do Samba, também organizado pela Tv Record, alcançou o 2º lugar com a música "Bom Tempo", perdendo apenas para "Lapinha", defendida por Elis Regina numa interpretação antológica. Bons tempos. Tempos em que a música brasileira era o tema de conversas, tinham um porquê, cantavam um Brasil que há muito deixamos pra trás em nossas memórias. Contudo, Chico Buarque não parou por aí. Sua música se atualizou, se aperfeiçoou, mas nunca deixou de lado sua marca registrada em termos de belíssimas letras, músicas que em sua essência transmitem o que temos de melhor em termos de música brasileira, em cada período de sua carreira. E com este disco, tema da postagem de hoje, não é diferente. Neste disco, lançado originalmente em 1974, Chico nos traz alguns grandes sucessos, como "Sinal Fechado", ganhadora do V Festival de MPB, de 1969, com o próprio compositor, Paulinho Viola e que dá nome ao disco, "Você Não Sabe Amar" e "Lígia", de Chico e Tom Jobim, regravada diversas vezes por muitos outros cantores. Além destas duas, destacam-se as músicas "Festa Imodesta", "O Filho Que Eu Quero Ter", de Toquinho e Vinicius, "Cuidado Com a Outra", "Copo Vazio", "Lágrima", "Sem Compromisso", "Filosofia" e "Acorda Amor". Um disco maravilhoso, um dos melhores da discografia de Chico Buarque. Como diz a música "Festa Imodesta", faço destas as minhas palavras: (...) Viva àquele que se presta a esta ocupação, salve o compositor popular!

1 - Festa Imodesta
2 - Copo Vazio
3 - Filosofia
4 - O Filho Que Eu Quero Ter
5 - Cuidado Com a Outra
6 - Lágrima
7 - Acorda Amor
8 - Lígia
9 - Sem Compromisso
10 - Você Não Sabe Amar
11 - Me Deixe Mudo
12 - Sinal Fechado