"Fazer música não é botar fusca na praça. Não é linha de montagem, não". Elis Regina
sexta-feira, 8 de abril de 2011
1960 - O Diploma do Astro - Miltinho
Oi pessoal! Nesta sexta-feira, posto aqui no Blog mais um disco de um cantor que, até o momento, estava ausente das postagens. Trago hoje o sambista Miltinho, com seu LP "O Diploma do Astro", lançado originalmente em 1960. Para aqueles que não conhecem Miltinho, ele é um sambista carioca autor de grandes sambas, principalmente durante a década de 1960, quando alcançou enorme sucesso com a canção "Mulher de 30". Miltinho fez muito sucesso na época, mas acabou caindo em (quase) completo esquecimento nos dias de hoje, chegando a gravar discos com Elza Soares e Chico Buarque. Também foi integrante de diversos grupos musicais, como Anjos do Inferno e Quatro Ases e Um Curinga, que futuramente terão postagens em tributo. Apesar de hoje ser lembrado por poucos, seu legado permanece, pela importância e pela qualidade de suas músicas à nossa memória musical e cultural brasileiras. Neste disco, Miltinho traz grandes sambas de sua extensa coleção, como "Saudade da Pobreza", "Bambolê", "Não Emplaca 61", "Temporal", "Jogaste Fora" e "Já Era". Miltinho é genial no samba. Do samba, tradicional.
1 - Não Emplaca 61
2 - Saudade da Pobreza
3 - Jogaste Fora
4 - Só Dinheiro
5 - Do Além
6 - Temporal
7 - Tradições da Bahia
8 - Produtos e Costumes
9 - Bambolê
10 - Telefonei
11 - Lei Áurea
12 - Já Era
Este disco pode ser buscado em https://parallelrealitiesstudio.wordpress.com/2010/12/25/miltinho-o-diploma-do-astro-1960/
terça-feira, 5 de abril de 2011
1967 - Sidney Miller
Oi pessoal! Nesta terça-feira, posto aqui no Blog o primeiro disco da carreira do cantor e compositor Sidney Miller. Comparado a Chico Buarque no início de ambas as carrerias, Sidney Miller participou de alguns festivais de música, com as canções "Queixa" - através de Cyro Monteiro, no I Festival de Música Popular Brasileira promovido pela Tv Excelsior, em 1965 -, "Sem Assunto" - na voz de Cynara e Cybele, no I Festival de Juiz de Fora, de 1968, alcançando o 1º lugar -, "Quem Dera" - com interpretação do quarteto MPB-4, na I Bienal do Samba, promovida pela Tv Record, em 1968 - e um dos seus maiores sucessos de sua carreira, "A Estrada e o Violeiro" - prêmio de melhor letra no III Festival de Música Popular Brasileira, promovido pela Tv Record, em 1967, ao lado de Nara Leão. Aliás, Nara Leão foi uma das responsáveis por tornar conhecido do público o talento de Sidney Miller, gravando muitas músicas de sua autoria em seus discos. Neste disco, gravado em 1967 pela gravadora Elenco, Sidney Miller nos traz algumas de suas canções já conhecidas pelo público, como "A Estrada e o Violeiro", com Nara Leão, "O Circo", "Passa, Passa, Gavião" e "Maria Joana", todas gravadas por Nara na época, e também "Marre de Cy", "Menina da Agulha", "Botequim Nº 1" e "Pede Passagem", também gravada por Dalva de Oliveira, em 1968. Mesmo não sendo muito conhecido atualmente, sua obra permanece como um registro de sua própria história, sua época e seu estilo único de compor. Um artista magnífico que, tenho certeza, vocês vão gostar de conhecer.
1 - A Estrada e o Violeiro - com Nara Leão
2 - Maria Joana
3 - Marre de Cy
4 - Argumento
5 - Minha Nega
6 - Botequim Nº 1
7 - O Circo
8 - Meu Violão
9 - Passa, Passa, Gavião
10 - Chorinho do Retrato
11 - Menina da Agulha
12 - Pede Passagem
domingo, 3 de abril de 2011
1989 - Teu Sonho Não Acabou - Taiguara
Oi pessoal! Neste domingo, posto aqui no Blog pela primeira vez Taiguara, um cantor fantástico, que foi muito importante para nossa música brasileira, principalmente durante as décadas de 1960 e 1970. Um dos símbolos da resistência contra a ditadura militar, Taiguara chegou a participar do V Festival Internacional da Canção (FIC), promovido pela Tv Globo, em 1970, alcançando o terceiro lugar com a música "Universo do Teu Corpo", um dos maiores sucessos de sua carreira. Aliás, este terceiro lugar foi alcançado por Taiguara debaixo de vaias do público contra os jurados pois, para o público, Taiguara merecia muito mais. Em 1968, Taiguara ganhou o primeiro lugar no I Festival Universitário de Música Popular, da Tv Tupi, com a música "Helena, Helena, Helena" e também foi o campeão do III Festival Nacional da Música Popular Brasileira, promovido pela Tv Excelsior, com a música "Modinha", de Sérgio Bittencourt. Dá para se ver que ele não estava para brincadeira nessa história de festivais, nem para a música que cantava. Este disco, uma coletânea lançada com os maiores sucessos de Taiguara em 1989, traz algumas pérolas de nossa música brasileira como as já citadas "Helena, Helena, Helena", "Universo do Teu Corpo" e "Modinha", além de "Berço de Marcela" (que me lembrou muito a sobrinha de uma grande amiga minha), "Gente Humilde" (grande sucesso de Chico Buarque), "Teu Sonho Não Acabou" - que dá nome à coletânea -, "Viagem", "Que As Crianças Cantem Livres", "Carne E Osso" e "Piano e Viola". Um disco maravilhoso, uma descoberta sensacional. Espero que gostem tanto como eu gostei. Demais!
1 - Universo No Teu Corpo
2 - Berço de Marcela
3 - Teu Sonho Não Acabou
4 - Gente Humilde
5 - Modinha
6 - Helena, Helena, Helena
7 - Carne E Osso
8 - Momento de Amor
9 - Viagem
10 - Mudou
11 - Piano e Viola
12 - Nada Sei de Eterno
13 - Hoje
14 - Que As Crianças Cantem Livres
sábado, 2 de abril de 2011
1963 - Os Grandes Sucessos de Francisco Alves
Oi pessoal! Neste sábado, chuvoso mas abafado, posto aqui no Blog um disco de um cantor fora de série, que marcou profundamente a música brasileira e que há muito merecia uma postagem neste Blog. E aqui fica registrado nossa homenagem ao grande Rei da Voz, Francisco (Chico) Alves. Também conhecido por Chico Viola, Francisco Alves era um dos mais populares cantores das décadas de 1930, 1940 e 1950, tendo sua carreira e sua vida brevemente abreviadas por um trágico acidente de automóvel, na Via Dutra, em 1952. Intérprete de vários sucessos de nossa música brasileira, Francisco Alves não chegou a gravar nenhum LP em sua carreira, visto que os primeiros LP's começaram a ser produzidos no Brasil a partir do início da década de 1950. Dono de uma voz muito característica, grave e que encantava os milhares (ou milhões) de ouvintes que através de sues programas de rádio o ouviam com muita freqüência por todos os cantos do Brasil. Este disco, uma bela coletânea lançada em 1963, traz grandes sucessos de sua carreira, como "Grau Dez", "Tua Partida", "É Bom Parar", "Canção do Meu Amor", "Sobe Meu Balão", "Serra da Boa Esperança", "Sem Ela" e "Na Virada da Montanha". Um disco que mesmo sendo uma coletânea, traz um pouco da genialidade e do talento de Francisco Alves.
1- Serra da Boa Esperança
2 - Misterioso Amor
3 - É Bom Parar
4 - Só Nós Dois Neste Salão...E Esta Valsa
5 - Grau Dez
6 - Foi Ela
7 - Na Virada da Montanha
8 - Canção do Meu Amor
9 - Tua Partida
10 - A Mulher Que Ficou Na Taça
11 - Sobe Meu Balão
12 - Sem Ela
sexta-feira, 1 de abril de 2011
1964 - Antonio Carlos Jobim e Fernando Cesar Na Voz de Agostinho dos Santos
Oi pessoal! Nesta sexta-feira, posto aqui no Blog mais um disco do genial Agostinho dos Santos. Desta vez, Agostinho nos traz canções do nosso Tom, clássicos da música brasileira que marcaram não só o período musical em que se tornaram grandes sucessos, como também ainda servem de inspiração a muitos cantores e cantoras por esse mundo afora. E, não poderia ser diferente, a interpretação impecável de Agostinho dos Santos dispensa qualquer tipo de crítica ou comentário. Apenas que é sensacional! Músicas como "Se Todos Fossem Iguais a Você", "Foi A Noite", "Por Causa de Você", "Eu Não Existo Sem Você" e "Estrada do Sol" (em parceria com Dolores Duran) se tornaram pérolas na voz e no talento de Agostinho. No outro lado do disco, Agostinho nos traz seis canções do compositor português Fernando Cesar Pereira. Revelado aqui no Brasil por Doris Monteiro em meados dos anos 1950, Fernando Cesar tornou-se um dos principais compositores do período, sendo gravado pela própria Doris, Cauby Peixoto, Vera Lúcia e Miltinho. Conhecido por suas letras belíssimas, Fernando Cesar é lembrado neste disco de Agostinho com as músicas "Dó-Ré-Mi" (um dos maiores sucessos do compositor na voz de Doris Monteiro), "Tudo Ou Nada", " e "Graças a Deus". Músicas belíssimas, que na voz de Agostinho ganham um tempero especial de talento e bom gosto.
1 - Estrada do Sol
2 - Sucedeu Assim
3 - Eu Não Existo Sem Você
4 - Foi A Noite
5 - Se Todos Fossem Iguais a Você
6 - Por Causa de Você
7 - Tudo ou Nada
8 - Dó-Ré-Mi
9 - Graças a Deus
10 - Segredo
11 - Deixe Que Eu Possa Esquecer
12 - Crepúsculo
quinta-feira, 31 de março de 2011
1964 - Dick Farney
Oi pessoal! Sei que estou um pouco ausente do Blog nestes tempos, mas são as provas e a correria do dia-a-dia. E para compensar a ausência, trago aqui no Blog um disco raro e de grande importância para nossa música brasileira. Um disco que celebra o talento (hoje em dia pouco conhecido) do cantor, compositor e grande pianista, Dick Farney, e o talento recém descoberto de Norma Bengell, atriz que se destacou nos anos 1960 pela sua beleza e semelhança com a atriz francesa Brigitte Bardot e que também se aventurou pelos caminhos da música nessa época. Dick Farney era conhecido pela sua voz firme, Um disco de rara beleza, com músicas alusivas à Bossa Nova, como as clássicas "Você" (com Dick Farney e Norma Bengell) e "Inútil Paisagem", "Samba de Duas Notas", "Fotografia", 'Vivo Sonhando", "Historinha" e "Tristeza de Nós Dois", além da música "Vou Por Aí", interpretada aqui por Norma Bengell, mas consagrada como sucesso absoluto por Nara Leão, na mesma época. Embora não seja tão conhecido, este LP traz uma bom conjunto da obra de Dick Farney, tanto pela capa, desenvolvida pela gravadora Elenco em sua série de capas de meados da década de 1960, quanto pelas canções belíssimas que contém. Assim, convido todos a conhecerem um pouco mais de Norma Bengell e Dick Farney.
1 - Você - Norma Bengell & Dick Farney
2 - Vivo Sonhando
3 - Meu Mundo É Você
4 - Pequeno Olhar
5 - Hoje É Dia de Amor
6 - Historinha
7 - Fotografia
8 - Samba de Duas Notas
9 - Vou Por Aí - Norma Bengell
10 - Tristeza de Nós Dois
11 - Inútil Paisagem
12 - One For My Baby
1 - Você - Norma Bengell & Dick Farney
2 - Vivo Sonhando
3 - Meu Mundo É Você
4 - Pequeno Olhar
5 - Hoje É Dia de Amor
6 - Historinha
7 - Fotografia
8 - Samba de Duas Notas
9 - Vou Por Aí - Norma Bengell
10 - Tristeza de Nós Dois
11 - Inútil Paisagem
12 - One For My Baby
segunda-feira, 28 de março de 2011
1955 - Alma da Canção Brasileira - Carlos Galhardo
Oi pessoal! Nesta segunda-feira, posto aqui no Blog mais um disco de Carlos Galhardo. Para quem não o conhece, este argentino, mas brasileiro de coração, foi um dos mais populares e talentosos cantores na época em que o rádio era o principal veículo de comunicação, ao lado dos grandes Vicente Celestino, Orlando Silva, Francisco Alves, Mário Reis e Silvio Caldas. Um cantor que possuía uma voz belíssima, grave, marcante, que transformava simples canções em maravilhosas músicas, que encantam todos até hoje. Quem nunca ouviu a música "Fascinação", na voz de tantos e tantas cantoras diferentes? Pois foi Carlos Galhardo o primeiro a cantar e fazer desta música belíssima um sucesso absoluto. Lançada em 1955, esta coletânea nos traz alguns dos maiores sucessos de Carlos Galhardo gravados em velhos bolachões de 78 rpm. Dentre as 8 músicas deste LP, destacam-se "Uma Casa Portuguesa" e "Bailinho da Madeira", em homenagem ao povo e à cultura lusitana, além de "Mariana", "Mãezinha Querida", "A Pequenina Cruz do Teu Rosário", "Velho Realejo" e "Bodas de Prata". Um disco que, apesar de ser uma coletânea, traz um conteúdo musical riquíssimo, com a marca inconfundível de Carlos Galhardo. "O rei da valsa", apelido dado pelo apresentador Blota Júnior, pra mim, define-se como um " cantor que dispensa adjetivos", um cantor que tinha o Brasil e sua gente no seu coração e na sua alma.
1 - Bodas de Prata
2 - A Pequenina Cruz do Teu Rosário
3 - Velho Realejo
4 - Mãezinha Querida
5 - Doce Amor
6 - Bailinho da Madeira
7 - Mariana
8 - Uma Casa Portuguesa
domingo, 27 de março de 2011
1973 - Dalva
Oi pessoal! Neste domingo, posto aqui no Blog de uma das maiores cantoras que o Brasil já teve o prazer de conhecer, ver e ouvir. Eleita Rainha do Rádio em 1952, Dalva de Oliveira se consagrou como uma das mais lindas vozes de nossa música ao interpretar emocionada muitos sucessos durante seus mais de 30 anos de carreira. Dona de uma voz forte, marcante e muito característica sua, Dalva deixou saudades, fez o Brasil chorar com sua morte, ocorrida em 30 de agosto de 1972. Após a sua morte, foram feitas diversas homenagens a essa cantora memorável, que todos deveriam pelo menos conhecer, tanto pela sua importância quanto pelo seu imenso talento. E uma das homenagens prestadas a ela na época foi essa coletânea lançada em 1973, com os 20 maiores sucessos de Dalva, considerados pela gravadora na ocasião. Uma bela homenagem a quem alegrou o Brasil durante décadas, e que a cada música, colocava o sentimento e a emoção a cada verso, cada estrofe, cada rima. Embora tenha 20 músicas, não foi lançado como Long-Play duplo, apenas em versão simples. Assim, as músicas tiveram que ser cortadas e apresentam como se fosse um grande Pot-Pourri com seus maiores sucessos. E, analisando deste modo, eles fizeram um excelente trabalho. As primeiras duas músicas, "Ave Maria do Morro" e "Olhos Verdes" são as únicas que foram lançadas em sua versão completa. As demais, foram cortadas de forma a montar esse grande Pot-Pourri, com belas canções que em sua voz se tornaram maravilhosas, como "Estrela do Mar", "Que Será?", "Estão Voltando As Flores", "Yira...Yira", "As Pastorinhas", "A Bahia Te Espera", "Segredo" (com um depoimento de Dalva sobre o amor), "Hino Ao Amor" e seu último grande sucesso, "Bandeira Branca" (também com uma singela despedida de Dalva). Uma homenagem do Blog da Música Brasileira a essa cantora incomparável, intraduzível e inimitável, mãe de Pery Ribeiro e que merecia essa homenagem nossa. Dalva de Oliveira certamente vive em nossos corações, vive em nossa música brasileira, vive em nossos corações.
1 - Ave Maria No Morro
2 - Olhos Verdes
3 - A Bahia Te Espera
4 - A Grande Verdade
5 - Que Será?
6 - Velhos Tempos
7 - Bom Dia
8 - Yira...Yira
9 - Estrela do Mar
10 - Tudo Acabado
11 - Dois Corações
12 - Mentira de Amor
13 - Segredo
14 - Hino Ao Amor
15 - Pastorinhas
16 - Zum Zum
17 - Estão Voltando As Flores
18 - Minueto
19 - Rancho da Praça Onze
20 - Bandeira Branca
sábado, 26 de março de 2011
1965 - Pery

Oi pessoal! Neste sábado, posto o primeiro disco do Blog de um cantor muito importante de nossa música popular brasileira: Pery Ribeiro. Filho de dois gênios de nossa música brasileira, Herivelto Martins e Dalva de Oliveira, Pery Ribeiro iniciou sua carreira de cantor ainda jovem, na década de 1950, com interpretações belíssimas da Bossa Nova que tomava conta do Rio de Janeiro e do Brasil nessa época. O primeiro cantor a gravar comercialmente a canção "Garota de Ipanema", se destacou principalmente no início da década de 1960 ao gravar os sucessos da Bossa Nova e, após, os primeiros sucessos da MPB. Ao lado de Leny Andrade, desenvolveu vários trabalhos mais próximos do jazz norte-americano. Neste disco, lançado originalmente em 1965, "Pery" nos traz alguns dos primeiros sucessos da nova (até então) música popular brasileira, como "Preciso Aprender a Ser Só", "Maria Moita" e "Primavera", além de "João Valentão" e "Dora", do mestre Dorival Caymmi, o sucesso de Maysa, "Demais", a antológica "Carinhoso", de Pixinguinha e João de Barro e a clássica bossa-novista "Samba de Verão". Um disco que mostra um Pery Ribeiro em transição de estilo musical, juntamente com a música brasileira, que veria em Elis e seu "Arrastão" o início de um novo movimento musical, a MPB, ainda em 1965. Assim, temos um disco para todos os gostos, que vão desde o bom e velho Caymmi até os sucessos do início da MPB. Um disco completo, na voz de ninguém menos que Pery Ribeiro.
1 - Deus Brasileiro
2 - João Valentão
3 - Vem
4 - Maria Moita
5 - Primavera
6 - Gabriela
7 - Dora
8 - Assim É A Bahia
9 - Preciso Aprender A Ser Só
10 - Samba de Verão
11 - Demais
12 - Carinhoso
sexta-feira, 25 de março de 2011
1958 - Naturalmente - Elizeth Cardoso
Oi pessoal! Nesta sexta-feira, posto aqui no Blog um disco que gosto muito de nossa querida Elizete (aqui escrito com "Th") Cardoso. Dona de uma voz maravilhosa e um talento sem igual, Elizete se consagrou e é considerada por muitos (por mim, inclusive) como uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos. Consagrada em seu antológico LP "Canção do Amor Demais", com músicas de Tom e Vinicius, lançado também em 1958, Elizete contribuiu para que a Bossa Nova tomasse proporções não imaginadas por seus protagonistas e participantes. Um sucesso que não durou apenas enquanto a Bossa Nova invadia os lares brasileiros através do rádio e da televisão, nos anos que antecederam o golpe militar de 1964. Até hoje, o disco "Canção do Amor Demais" é muito conhecido entre os amantes de boa música brasileira e considerado um dos maiores discos da história musical brasileira. Símbolo da geração que viu o Brasil construir uma nova capital e ser campeão do mundo no futebol, Elizete vivia seu maior momento de sucesso, consagração e prestígio até então. E, neste contexto, está este LP de hoje. "Naturalmente" foi gravado em fins de 1958, quando Elizete estava em seu auge até então, trazendo uma cantora mais consciente de seu potencial musical, seu talento e sua magnífica voz. Dentre as 12 faixas do disco, destaco o sucesso de "Na Cadência do Samba", música conhecidíssima de muitos, mas que não se associa a Elizeth muitas vezes, além de "É Luxo Só" (gravado por João Gilberto um ano depois, em seu LP "Chega de Saudade"), "Sozinha", "Praça Sete", "Você Voltou" e "Onde Estará Meu Amor". Um disco que mostra a grandeza de Elizete no que ela fazia com perfeição: cantar e emocionar!
1 - É Luxo Só
2 - Suas Mãos
3 - Olha-me, Diga-me
4 - Praça Sete
5 - Onde Estará Meu Amor
6 - Sozinha
7 - Na Cadência do Samba
8 - Jogada Pelo Mundo
9 - Você Voltou
10 - Pedestal
11 - Fui Procurar Distração
12 - E Nada Mais
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