sábado, 18 de junho de 2011

1969 - O Eterno Seresteiro - Orlando Silva

Oi pessoal! Neste sábado, venho com mais um grande disco do grande cantor, o "cantor da multidões", Orlando Silva. Considerado um dos maiores cantores da época de ouro do Rádio, ao lado de Francisco Alves, Silvio Caldas, Carlos Galhardo, Mário Reis e Vicente Celestino, Orlando Silva traz como característica uma voz grave, forte, que marcou grandes sucessos de nossa música brasileira, como a marchinha "A Jardineira", "Lábios Que Beijei" e a "Aos Pés da Cruz", cuja interpretação de Orlando para esta última considero como uma das melhores. Em 1969, é lançado o filme-documentário "O Cantor das Multidões", que traz a narrativa da história da vida de Orlando Silva pelo próprio cantor, por Bororó e Oduvaldo Cozzi, mesclando interpretações de Orlando de grandes sucessos de sua carreira. Neste contexto de reconhecimento popular e no auge de sua vida, Orlando Silva nos vem com este disco, uma grande jóia de sua música, com canções belíssimas. Músicas como "Serenata do Adeus", "Guacyra", "Maringá", "Misterioso Amor", "Meu Companheiro", "Falsa Felicidade" e "Um Novo Céu".

1 - Serenata do Adeus
2 - Modinha
3 - Falsa Felicidade
4 - Misterioso Amor
5 - Voltar Para o Meu Amor
6 - Um Novo Céu
7 - Meu Companheiro
8 - Vidro Vazio
9 - Guacyra
10 - Modinha
11 - Maringá

sexta-feira, 17 de junho de 2011

1957 - Doris Monteiro

Oi pessoal! Nesta sexta-feira, trago aqui no Blog mais um disco da cantora Doris Monteiro. Depois da postagem de ontem, fiquei com vontade de postar esta jóia, lançada originalmente em 1957, este Long-Play apresenta uma Doris no auge de sua carreira. Eleita Rainha do Rádio no ano anterior, só perderia o reinado em 1958, após a realização de um novo concurso e a escolha de Julie Joy para assumir seu posto de rainha. Dona de uma voz muito bonita, Dóris se destacou em programas de rádio e televisão, tornando-se uma das maiores cantoras do período, chegando a apresentar um programa que levava o seu nome na Tv Tupi. Após o sucesso do ano anterior com a música "Mocinho Bonito", Doris lança este novo disco, o terceiro LP de sua carreira, que, além desta música, traz mais sete canções bem características do seu estilo marcante, do seu talento ímpar de cantar, como "Só Pode Ser Você", "Real Conclusão", "Resposta", "Faça de Conta" e "Minha Obsessão. Um disco que nos faz entender o porquê Doris Monteiro foi eleita Rainha do Rádio e marcou consideravelmente a música brasileira dos anos 1950.

1 - Faça de Conta
2 - Marcada
3 - Real Conclusão
4 - Mocinho Bonito
5 - Resposta
6 - Minha Obsessão
7 - Só Pode Ser Você
8 - Meu Tema

quarta-feira, 15 de junho de 2011

1959 - Voz + Ritmo = Ademilde Fonseca

Oi pessoal! Nesta quinta-feira, posto aqui o primeiro disco do Blog da cantora Ademilde Fonseca. Consagrada como uma das grandes cantoras da Era de Ouro do Rádio, Ademilde é considerada como a "Rainha do Choro", sendo conhecida por interpretar diversas canções do estilo. Em 1949, no concurso em que Marlene foi agraciada com o título de Rainha do Rádio, Ademilde ficou em segundo lugar, deixando a favorita Emilinha Borba para o terceiro lugar, numa das rivalidades mais acirradas da história de nossa música brasileira, entre os fãs de Marlene e Emilinha, embora as duas tenham sido amigas durante toda a vida. Dona de uma voz bonita e afinada, Ademilde durante sua carreira gravou poucos discos, apesar de ter atingido a marca de cerca de meio milhão de cópias vendidas. Neste disco, o segundo de sua carreira, lançado originalmente em 1959, Ademilde nos traz algumas das músicas de seu belo repertório, como "Se Você Disser Que Sim", "Indiferença", "Que Falem de Mim", "Quando Chora o Violão", "Tá Vendo Só" e "13 de Maio". Ademilde Fonseca é uma cantora que merece ser lembrada não só pela sua importância na música brasileira, numa época em que os cantores e suas músicas eram a diversão do Brasil dos anos 1940 e 1950 através do rádio, como também pelo seu talento e seu estilo diferente de cantar.

1 - Tá Vendo Só
2 - Se Eu Te Perdesse
3 - Que Falem de Mim
4 - Revolta
5 - Indiferença
6 - 13 de Maio
7 - Boato
8 - Dia Feriado
9 - Quando Chora o Violão
10 - Se Você Disser Que Sim
11 - Pense Mais Baixo
12 - Canção do Olhar Amado

domingo, 12 de junho de 2011

1964 - Bossa Nova - Roberto Menescal e seu Conjunto

Oi pessoal! Neste domingo, dia dos namorados, nada melhor que um bom disco de Bossa Nova para aquecer os corações apaixonados. Falar de Bossa Nova é falar de Roberto Menescal, um dos precursores do movimento, cuja música "O Barquinho" - composta com Ronaldo Bôscoli - se transformou num dos hinos da Bossa Nova, um dos seus maiores sucessos. Muito embora suas músicas tenham sempre como pano de fundo o mar do Rio de Janeiro, das praias de Copacabana e Ipanema, Roberto Menescal viveu a Bossa Nova como poucos, participando desde os primeiros encontros musicais na casa de Nara Leão, onde a turma da Bossa Nova se reunia cantando e compondo até os idos em que o movimento acabou sendo "enterrado" pelo "Arrastão" de Elis Regina, em 1965. Este disco, embora não pareça, é um relançamento do disco lançado pelo conjunto em 1962, pelo selo Imperial, com capa e ordem diferente de músicas, embora sejam as mesmas faixas. Este selo Imperial curiosamente pertencia à própria Odeon, gravadora a qual pertenciam Roberto Menescal e Seu Conjunto, só que este selo era voltado ao mercado de vendas à domicílio, onde reinventavam os velhos (e bons) discos com capas mais modernas, voltadas à temática do disco (Fonte: http://toque-musicall.blogspot.com/2009/12/roberto-menescal-e-seu-conjunto-bossa.html). Agora sim, vamos ao comentário acerca das músicas do disco. Muito embora este disco seja instrumental, o que muda um pouco a análise das músicas, ele apresenta o "fino" da Bossa Nova da época, com arranjos belíssimos e um som bacana, até para aqueles que não são tão entusiastas da Bossa Nova. Músicas como "Garota de Ipanema", Nós E O Mar", "Rio", "Só Danço Samba", "Corcovado" e "O Pato", são alguns exemplos das clássicas canções do movimento que foram acrescentadas ao disco de forma brilhante, além das não tão Bossa-Novas assim "Quem Quiser Encontrar O Amor", do cantor e compositor Geraldo Vandré, "Andorinha Preta" e "Influência do Jazz". Um disco que mostra a genialidade de Roberto Menescal e seu Conjunto na arte de transformar essas obras-primas em verdadeiras jóias de nossa música instrumental. Um trabalho belíssimo que merece ser conhecido e reconhecido por todos aqueles que gostam de boa música. E para os que gostam e admiram a boa música brasileira, este é um prato cheio!

1 - Corcovado
2 - Garota de Ipanema
3 - Quem Quiser Encontrar O Amor
4 - Menina Feia
5 - Influência do Jazz
6 - Rio
7 - Só Danço Samba
8 - Andorinha Preta
9 - Fala de Amor
10 - O pato
11 - Vagamente
12 - Nós E O Mar

sábado, 11 de junho de 2011

2002 - Live At Umbria Jazz - João Gilberto

Oi pessoal! Neste sábado, posto aqui no Blog um disco em homenagem ao aniversariante da sexta-feira, João Gilberto: Parabéns! Afinal, 80 anos de vida e mais de 50 de Bossa Nova não é para qualquer um. Com sua voz mansa, compassada e suave, João Gilberto se tornou um dos ícones do movimento que tinha como pano de fundo um Brasil campeão mundial de futebol, um Brasil que construía uma nova capital, sob os comandos do presidente Juscelino Kubitschek e sob o slogan de seu governo: 50 anos em 5. Uma época em que o desenvolvimento econômico e industrial do Brasil teve um grande salto, em que uma grande massa de nordestinos migraram para o sudeste e ajudaram, com muito suor e trabalho, dedicando suas vidas à construção e ao crescimento desta grande metrópole. Este mesmo povo nordestino que era o protagonista da construção de Brasília, os candangos da central do Brasil. Enfim, neste contexto de mudanças, de esperanças, de crescimento e novas perspectivas, surge o movimento Bossa Nova que se aproveita dessa efervescência nacional para colocar para fora as facetas do amor da juventude que a tudo isso assistia. A juventude, representada por João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Ronaldo Bôscoli, Nara Leão, Roberto Menescal, Maysa, dentre muitos outros cantores e compositores da época, que se expressava através de música, levando aos quatro cantos do mundo a musicalidade, a beleza e a leveza da Bossa Nova. Voltando ao nosso homenageado de hoje, trazemos até vocês um disco que traz o registro ao vivo do Festival de Jazz de Umbria (Umbria Jazz Festival), de 1996, registro esse que só seria lançado em disco aqui no Brasil em 2002. Neste disco, João nos traz praticamente uma coletânea com os maiores sucessos de sua carreira, como "Doralice", "O Pato", "Chega de Saudade", "Rosa Morena", "Desafinado", além de "Isto Aqui O Que É", "Saudade da Bahia" e "Lá Vem A Baiana", sucessos de Dorival Caymmi, "De Conversa Em Conversa", um dos maiores sucessos da carreira de Isaurinha Garcia, "Corcovado", um dos grandes sucessos de Tom, e a "totalmente desconhecida", "Garota de Ipanema", uma das músicas mais conhecidas no mundo, principalmente na voz do próprio Tom em suas apresentações internacionais. Enfim, é isso aí, mais uma vez, parabéns ao nosso João, que sua música se perpetue na história de nossa cultura nacional e na música nacional.

1 - Isto Aqui O Que É
2 - De Conversa Em Conversa
3 - Pra Que Discutir Com Madame
4 - Málaga
5 - Estate
6 - Lá Vem A Baiana
7 - Corcovado
8 - Doralice
9 - Rosa Morena
10 - Desafinado
11 - Saudade da Bahia
12 - O Pato
13 - Chega de Saudade
14 - Garota de Ipanema

quinta-feira, 9 de junho de 2011

1960 - Estrada da Saudade - Dolores Duran

Oi pessoal! Nesta quinta-feira, posto aqui no Blog um LP raro, uma coletânea lançada logo após a morte prematura e repentina de uma das maiores promessas da música brasileira do final da década de 1950: Dolores Duran. Cantora e compositora de grande talento, Dolores (nome artístico de Adiléia Silva da Rocha) iniciou sua carreira cantando em diversas boates da cidade maravilhosa, nos idos de 1950. Nesta época, conheceu a cantora e futura última Rainha do Rádio de 1958, Julie Joy, que se tornaria uma de suas melhores amigas, além de diversos outros nomes da música nacional e internacional, como Billy Blanco (um de seus muitos namorados), Tom Jobim (com quem compôs na época "O Negócio É Amar") e a cantora estadunidense Ella Fitzgerald, que em sua passagem pelo Rio de Janeiro fez questão de conhecer a jovem Dolores, ficando encantada com a interpretação de Dolores para a música "My Funny Valentine" (Richard Rogers / Lorenz Hart), do musical da Broadway "Babes In Arms", de 1937. Embora tenha vivido apenas até os 29 anos de idade, Dolores Duran deixou um legado de sucessos que não pode ser esquecido, deixado de lado ou apagado de nossa história. Dolores foi e continua sendo uma das maiores compositoras brasileiras. Nesta coletânea, "Estrada da Vida", 12 canções foram escolhidas para homenagear, condensar e completar uma Dolores que soube viver a vida intensamente. Dentre essas 12 pérolas de Dolores, destaque para "A Fia de Chico Brito", um dos seus maiores sucessos (do humorista Chic Anysio), "Na Asa do Vento", "A Banca do Distinto" (também considerada como um dos maiores sucessos de Isaurinha Garcia), "Manias" (também cantada por Wilson Simonal), "Um Amor Assim" e "Praça Mauá", do compositor Billy Blanco. Uma coletânea que descreve, mesmo que muito simplificadamente o talento e a importância de Dolores para a música brasileira.

1 - Estrada da Saudade
2 - Bom É Querer Bem
3 - Pano Legal
4 - Só Por Castigo
5 - Na Asa do Vento
6 - Um Amor Assim
7 - Manias
8 - A Fia de Chico Brito
9 - Pra Que Falar de Mim
10 - O Amor Acontece
11 - A Banca do Distinto

terça-feira, 7 de junho de 2011

1961 - Noite de Saudade - Nelson Gonçalves

Oi pessoal! Nesta quarta-feira, posto pela primeira vez aqui no Blog um disco do boêmio e inesquecível Nelson Gonçalves, um dos maiores nomes da história de nossa música brasileira. Dono de uma voz digna do apelido de "O Rei do Rádio", Nelson Gonçalves protagonizou em sua carreira de quase 60 anos diversos sucessos, como "A Volta do Boêmio", "Carlos Gardel", "Negue", "Meu Vício É Você" e "Última Seresta". Consagrado como o terceiro maior vendedor de discos (aproximadamente 78 milhões de cópias vendidas) dentre os artistas brasileiros, Nelson Gonçalves se tornou símbolo da música brasileira, marcando gerações, vidas e momentos com suas canções e interpretações únicas. Neste disco, lançado originalmente em 1961, Nelson Gonçalves nos traz alguns dos sucessos de sua carreira, como "Maria Pureza", "Não Quero Mais Sonhar", "Flor do Meu Bairro", "Esquece Coração", "Aquelas Mãos", "Olhos Negros" e "Timidez".

1 - Flor do Meu Bairro
2 - Maria Pureza
3 - Timidez
4 - Teu Disfarce
5 - Você Chegou Sorrindo
6 - Não Quero Mais Sonhar
7 - Esquece Coração
8 - Noite de Saudade
9 - Olhos Negros
10 - Aquelas Mãos
11 - Que Tolo Sou Eu
12 - Moço

domingo, 5 de junho de 2011

1969 - Decisão - Zimbo Trio + Metais

Oi pessoal! Neste domingo, posto aqui no Blog mais um disco instrumental de altíssima qualidade, de um trio maravilhoso de nossa MPB. O Zimbo Trio, conjunto musical formado em 1964 por Luiz Chaves no baixo, Amilton Godoy no piano e Rubens Barsotti na bateria se transformou num dos maiores conjuntos musicais do país, fazendo da música instrumental um grande ramo de nossa música, até então não muito difundido nem muito valorizado, embora seja de suma importância, revelando não só grandes instrumentistas como também incorporando às músicas novos ritmos, novos arranjos, novas maneiras de se tocar e se ouvir a música. Neste patamar está o Zimbo Trio. Neste disco, "Decisão", o Zimbo nos traz além do talento e da musicalidade do trio um naipe de instrumentistas de primeira: Arlindo Bonadio (trombone), Carlos Alberto Pereira (flauta), Edgar Batista dos Santos (trompete), Enzo Pedini (trompa), Firmo Molitor (trombone), Francisco Celano (trompa), Geraldo Auriani (trompete), Iran Fortuna (trombone), José Lídio Cordeiro (trompete), Renan Augusto (Mazzola) (flauta), Ricardo Kanji (flauta), Sebastião José Gilberto (trompete), Severino Gomes da Silva (trombone) e Silvio Oliani (trompa). O repertório, por sua vez, traz os maiores sucessos da época em que os festivais de música estavam no auge de sua importância, revelando músicas, músicos e estilos musicais. Destaque para "Benvinda" e "Ela Desatinou", ambas de Chico Buarque, "Canção do Sal", "Sentinela" e "Vera Cruz" de Milton Nascimento, "Decisão", de Johnny Alf, e "Mancada", de Gilberto Gil. Merecem destaque especial as músicas "Ponteio", ganhadora do 1º lugar do III Festival de Música Popular Brasileira e "Memórias de Marta Saré", 2º lugar no IV Festival de MPB, de 1968, ambas com interpretação de Marília Medalha e Edu Lobo.

1 - Memórias de Marta Saré
2 - Ela Desatinou
3 - Feitio de Oração
4 - Decisão
5 - Sentinela
6 - Mancada
7 - Tristeza Que Se Foi
8 - Vera Cruz
9 - Benvinda
10 - Canção do Sal
11 - Ponteio

sábado, 4 de junho de 2011

1968 - Baden

Oi pessoal! Neste sábado, posto aqui o primeiro disco do Blog de Baden Powell, sem contar a coletânea "Première Elenco", de 1963, já postada aqui ano passado. Aliás, estava mais do que na hora de acrescentarmos a este Blog o talento, a genialidade e os acordes de um dos compositores brasileiros que mais se destacaram na música brasileira a partir da década de 1960. Autor de inúmeros sucessos de nossa música, como "Berimbau", "Canto de Ossanha", "Deixa" e "Formosa", em parceria com Vinicius de Moraes, Badeco se tornou um dos parceiros mais famosos de Vinicius, lançando com ele o antológico LP "Os Afro-Sambas", em meados da década de 1960. Também foi parceiro de Paulo César Pinheiro, onde foram criadas as músicas "Vou Deitar e Rolar (Quaquaraquaquá)", "Aviso aos Navegantes" e "Lapinha", ambas imortalizadas na voz de Elis, sendo que "Lapinha" foi a ganhadora da I Bienal do Samba, realizada pela Tv Record, em 1968, interpretada por uma Elis enérgica, que conseguiu com seu talento fazer o teatro todo quase "vir a baixo" quando o nome da música campeã foi divulgado. Enfim, Baden é sinônimo de talento musical, tanto em termos de composições quanto em termos de acordes. Neste disco, "Baden" nos traz alguns dos grandes sucessos de sua carreira, como "Lamento", música de Pixinguinha e Vinicius e "Canto de Ossanha", em parceria com o poetinha, além de "Tristeza", um dos maiores sucessos na voz de Jair Rodrigues, "Manhã de Carnaval", interpretada alguns anos antes por Nara Leão, "...Das Rosas", clássico de Dorival Caymmi e "Invenção Em 7 e Meio", do próprio Baden e "Canto de Xangô", esta em parceria com o poetinha. Um disco instrumental, sensacional, único. Essencialmente brasileiro.

1 - Canto de Ossanha
2 - Tristeza
3 - Manhã de Carnaval
4 - Round About Midnight
5 - Invenção Em 7 e Meio
6 - Canto de Xangô
7 - Percussão e Batuque
8 - Lamentos
9 - Saravá
10 - ...Das Rosas

quarta-feira, 1 de junho de 2011

1971 - Deixa O Trem Seguir

Oi pessoal! Nesta quarta-feira, posto o primeiro disco do Blog do cantor e compositor Ivan Lins. Consagrado como um dos maiores nomes da música popular brasileira, Ivan Lins é um dos representantes da nova geração de compositores que com seu talento, suas experiências e suas preferências musicais deram uma nova cara à MPB, deixando para trás os velhos padrões musicais e criando novos arranjos, novas letras, novos temas: nova música. Esta geração, que contava (e conta ainda) com João Bosco, Aldir Blanc, Renato Teixeira, Vitor Martins, César Costa Filho, Gonzaguinha, dentre outros, influenciou e mudou o rumo da música popular para o que hoje conhecemos como MPB, tendo neles referências não só como compositores de talento, mas também em termos de instrumentos, novos arranjos, novas interpretações. Ivan Lins tornou-se muito conhecido do público quando Elis Regina gravou um dos maiores sucessos da carreira de ambos, "Madalena", transformando a carreira do compositor que ganharia ainda, no mesmo ano, o segundo lugar do V Festival Internacional da Canção, com a antológica "O Amor É O Meu País", também contida no rol dos grandes sucessos da carreira de Ivan Lins. Embora eu prefira suas canções na voz de outros intérpretes, não se pode menosprezar o trabalho deste que, sem dúvida, é um dos maiores músicos da nossa MPB em atividade. Este disco, objeto da postagem de hoje, foi lançado em 1971, sendo o 2º LP lançado da carreira de Ivan Lins como intérprete, iniciada ainda no ano anterior. "Deixa O Trem Seguir" nos traz as músicas "Me Deixa Em Paz" (gravado no ano seguinte por Elis, no LP "Elis", de 1972), "Catedral", "Deus É Dono", "Que Pena Que Eu Tenho de Você", "Depois do Fim", "Carro Abandonado", "Deixa O Trem Seguir" e "Onde Bate As Sombras do Teu Olhar". Um disco muito interessante, para aqueles que gostam e admiram o trabalho de Ivan Lins e, é claro, para todos aqueles que gostam de ouvir uma boa música. É como o nome do disco nos propõe: "Deixa O Trem Seguir"...Depois, veremos no que vai dar.

1 - Que Pena Que Eu Tenho de Você
2 - Deus É Dono
3 - Deixa O Trem Seguir
4 - Depois do Fim
5 - Catedral
6 - Para Viver O Que Eu Vivi
7 - Me Deixa Em Paz
8 - Carro Abandonado
9 - Oba
10 - Longe
11 - Onde Batem As Sombras do Teu Sorriso
12 - Oração Sobre o Mar Branco