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terça-feira, 15 de novembro de 2011

1965 - O Canto Livre de Nara

Oi pessoal! Nesta terça-feira, feriado em memória do aniversário da proclamação da República, ocorrida há exatos 122 anos, trago aqui no Blog mais um disco de Nara Leão. Nascida na capital do estado do Espírito Santo, Nara mudou-se com sua família com 1 ano de idade para o Rio de Janeiro, onde conheceu e se tornou uma das maiores e mais conhecidas intérpretes brasileiras. Exímia violonista, cujas aulas remontam ainda sua infância, Nara tem como principal característica musical sua voz doce e suave, com seu violão a tira-colo. Em meados dos anos 1950, eram organizadas com frequência reuniões musicais no apartamento dos pais de Nara, com a finalidade de se fazer e ouvir música. Destas reuniões, das quais participavam Ronaldo Bôscoli, Roberto Menescal, João Gilberto, Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Carlos Lyra, Sérgio Mendes, dentre outros, surgiu o movimento Bossa Nova, que ganhou o Rio de Janeiro, o Brasil e o mundo. A partir da década de 1960, a "Musa da Bossa Nova", título dado a ela pelo cronista Sérgio Porto, começou a se aproximar pelo samba de morro, músicas com a temática da realidade dos morros cariocas, suas dificuldades, suas alegrias e tristezas. E, em 1964, ao lado dos sambistas Zé Ketti e João do Vale, Nara apresenta um dos shows mais importantes da história da música brasileira: o show Opinião, apresentado no Rio de Janeiro logo após o golpe militar, com a intenção de criticar a opressão que o regime imprimia à sociedade da época. Após o lançamento dos discos "Nara" e "Opinião de Nara", ambos de 1964, e do disco gravado ao vivo com o registro do show "Opinião", Nara se afasta da apresentação do espetáculo devido a motivos de saúde. E, em seu lugar, Maria Bethânia aparece com a interpretação forte, impetuosa e marcante de "Carcará", transformando-se no primeiro sucesso de sua carreira. Neste contexto, após se recuperar, Nara lança os discos "5 Na Bossa", com o Tamba Trio e Edu Lobo e o disco tema da postagem de hoje, "O Canto Livre de Nara". Com músicas relacionadas ao show Opinião, como "Carcará", "Nega Dina", Malvadeza Durão" e "Incelença", o disco "O Canto Livre de Nara" traz ainda as músicas "Não Me Diga Adeus", "Aleluia", "Corisco", "Segredo do Sertanejo (Uricuri)", "Samba da Legalidade", "Suíte dos Pescadores" e "Minha Namorada", clássica composição da Bossa Nova. Um disco recheado de grandes músicas, sucessos e a interpretação belíssima de Nara Leão.

1 - Corisco
2 - Samba da Legalidade
3 - Não Me Diga Adeus
4 - Segredo do Sertanejo (Uricuri)
5 - Canto Livre
6 - Suíte dos Pescadores
7 - Carcará
8 - Malvadeza Durão
9 - Aleluia
10 - Nega Dina
11 - Minha Namorada
12 - Incelença

quarta-feira, 18 de maio de 2011

1978 - ...E Que Tudo Mais Vá Pro Inferno - Nara Leão

Oi pessoal! Nesta quarta-feira, um pouco fria mas cheia de alegres acontecimentos em minha vida, também dia em que um dos meus melhores amigos faz aniversário, escolhi para postar um disco que gosto muito e que faz alusão à postagem de ontem sobre o Rei Roberto Carlos. "...E Que Tudo Mais Vá Pro Inferno", lançado originalmente pelo selo Philips por Nara Leão em 1978 traz uma cantora segura de si, cantando clássicos da carreira do Rei, sucessos que se imortalizaram por tantos e tantas cantoras ao longo dos anos. Músicas que são consideradas por muitos o "fino", uma das parcelas mais bonitas não só da música de Roberto Carlos e Nara Leão, como também da música brasileira do período em que foram lançadas. Músicas românticas, que transmitem na forma de canção a efervescência, o ambiente e os sentimentos de uma geração que viu o rápido desenvolvimento de nossa música brasileira através dos anos em que o Regime Militar cerceava direitos à liberdade de expressão, liberdade de imprensa, liberdade essa que através da música era, então, buscada, idealizada, vivida platonicamente. E nesse contexto, temos este disco de Nara, com músicas do Rei em uma interpretação segura, séria, mas que transmite um "quê" de romantismo de forma discreta mas constante. Das músicas do disco, merecem um destaque especial as músicas "Como É Grande O Meu Amor Por Você", única faixa do disco de composição única de Roberto Carlos (as outras são de autoria da "dupla" Roberto & Erasmo Carlos), "Quero Que Vá Tudo Pro Inferno", "Além do Horizonte", "Debaixo dos Caracóis Dos Seus Cabelos", homenagem de Roberto a Caetano Veloso, na época exilado em Londres, "Se Você Pensa" e "As Curvas da Estrada de Santos", estas duas últimas gravadas anteriormente por Elis Regina, alcançando grande sucesso. Também destacam-se as músicas "Cavalgada", "O Divã" e "Olha" .Um disco que, apesar de apresentar canções já conhecidas do público, apresentam estes mesmos sucessos interpretados pela musa da bossa nova, a capixaba Nara Leão de modo singular e impecável.

1 - Quero Que Vá Tudo Pro Inferno
2 - As Curvas da Estrada de Santos
3 - Além do Horizonte
4 - Como É Grande O Meu Amor Por Você
5 - Dia de Chuva
6 - Olha
7 - Cavalgada
8 - Proposta
9 - Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos
10 - A Cigana
11 - O Divã
12 - Se Você Pensa

terça-feira, 5 de abril de 2011

1967 - Sidney Miller


Oi pessoal! Nesta terça-feira, posto aqui no Blog o primeiro disco da carreira do cantor e compositor Sidney Miller. Comparado a Chico Buarque no início de ambas as carrerias, Sidney Miller participou de alguns festivais de música, com as canções "Queixa" - através de Cyro Monteiro, no I Festival de Música Popular Brasileira promovido pela Tv Excelsior, em 1965 -, "Sem Assunto" - na voz de Cynara e Cybele, no I Festival de Juiz de Fora, de 1968, alcançando o 1º lugar -, "Quem Dera" - com interpretação do quarteto MPB-4, na I Bienal do Samba, promovida pela Tv Record, em 1968 - e um dos seus maiores sucessos de sua carreira, "A Estrada e o Violeiro" - prêmio de melhor letra no III Festival de Música Popular Brasileira, promovido pela Tv Record, em 1967, ao lado de Nara Leão. Aliás, Nara Leão foi uma das responsáveis por tornar conhecido do público o talento de Sidney Miller, gravando muitas músicas de sua autoria em seus discos. Neste disco, gravado em 1967 pela gravadora Elenco, Sidney Miller nos traz algumas de suas canções já conhecidas pelo público, como "A Estrada e o Violeiro", com Nara Leão, "O Circo", "Passa, Passa, Gavião" e "Maria Joana", todas gravadas por Nara na época, e também "Marre de Cy", "Menina da Agulha", "Botequim Nº 1" e "Pede Passagem", também gravada por Dalva de Oliveira, em 1968. Mesmo não sendo muito conhecido atualmente, sua obra permanece como um registro de sua própria história, sua época e seu estilo único de compor. Um artista magnífico que, tenho certeza, vocês vão gostar de conhecer.

1 - A Estrada e o Violeiro - com Nara Leão
2 - Maria Joana
3 - Marre de Cy
4 - Argumento
5 - Minha Nega
6 - Botequim Nº 1
7 - O Circo
8 - Meu Violão
9 - Passa, Passa, Gavião
10 - Chorinho do Retrato
11 - Menina da Agulha
12 - Pede Passagem

sábado, 12 de fevereiro de 2011

1980 - Com Açúcar, Com Afeto - Nara Leão

Oi pessoal! Neste sábado, o Blog atingiu uma marca bem expressiva pela primeira vez: 10.000 visitantes! Estou muito feliz, pois esse Blog tem a finalidade de levar nossa música brasileira àqueles que conhecem ou não nossos cantores, nossas raízes musicais, nossa cultura. E agradeço a todos os que visitam, comentam e ajudam a fazer do Blog da Música Brasileira uma referência (mesmo que simples) aos grandes nomes de nossa música, divulgando o trabalho dos intérpretes que fazem da nossa vida cada dia mais bela. E nada melhor do que uma nova postagem para continuar essa troca cultural e musical entre o autor (eu) e vocês, caros leitores. Por isso, vamos ao post de hoje. Escolhi este disco porque representa muito bem a minha surpresa ao ver as estatísticas hoje mais cedo. O sorriso alegre, despreocupado, leve, feliz traduz o que a toda postagem pretendo transmitir a vocês: de uma forma leve, simples mas real a essência de nossa música. "Com Acúcar, Com Afeto" é o nome de uma música feita por Chico Buarque a pedido de Nara, onde conta a história de uma mulher que faz de tudo pra conquistar o marido. É a primeira música composta por Chico em eu-lírico feminino. E o nome desse disco tem muito a ver com a proposta dele: agradar o público. E, pelo menos eu, o disco conseguiu. Nara Leão traz neste disco alguns clássicos de nossa MPB, todos de composição do gênio Chico Buarque, como "O Que Será? (À Flor da Pele)", "Olhos Nos Olhos", "Trocando Em Miúdos" e "Onde É Que Você Estava". Além destas, destacam-se as músicas "Ela Desatinou", "Baioque", "Homenagem ao Malandro", "A Rita" e "Vence na Vida Quem Diz Sim". Um disco que retrata um Nara mais madura, mais segura de si, uma cantora sensacional. Vale a pena conferir.

1 - A Rita
2 - Onde É Que Você Estava
3 - Ela Desatinou
4 - Trocando Em Miúdos
5 - O que Será? (À Flor da Pele)
6 - Baioque
7 - Dueto - com Chico Buarque
8 - Vence Na Vida Quem Diz Sim - com Chico Buarque
9 - Samba E Amor
10 - Homenagem ao Malandro
11 - Olhos Nos Olhos
12 - Mambembe - com Chico Buarque

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

1966 - Liberdade, Liberdade - Nara Leão, Paulo Autran, Tereza Rachel e Oduvaldo Vianna Filho

Oi pessoal! Neste 15 de Novembro, em que se celebram os 121 anos da Proclamação da República Brasileira, posto aqui no blog um álbum que faz referência a essa data memorável. Trata-se do disco "Liberdade, Liberdade", com Nara Leão e Paulo Autran, que destacam o papel da liberdade na sociedade, apelando para o humor para expor a extrema importância da liberdade para uma época em que o Regime Militar se estruturava e cerceava o direito de liberdade de intelectuais, jornalistas, dentre outros. Destaco do disco as músicas "Marcha da Quarta-Feira de Cinzas", "Acertei No Milhar", "Eu Não Tenho Onde Morar", "Com Que Roupa", "Té O Sol Raiar" (que, particularmente acho g-e-n-i-a-l), "Marinera" e "Summertime".

"Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós/ nas lutas, nas tempestades / pra que ouçamos sua voz" - Trecho da música "Hino da Proclamação da República", que abre o disco.

1 - Hino da Proclamação da República
2 - Marcha da Quarta-Feira de Cinzas
3 - Aruanda
4 - Acertei No Milhar
5 - Eu Não Tenho Onde Morar
6 - Com Que Roupa
7 - Estatuto da Gafieira
8 - Té O Sol Raiar
9 - Nobody Knows The Trouble I've Seen
10 - If You Miss Me At The Back Of The Bus
11 - Summertime
12 - Leilão
13 - Zumbi
14 - Jota dos Três Irmãos / Cara Ao Sol / Rumba La Rumba
15 - Marinera
16 - Tiradentes (Joaquim José Da Silva Xavier)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

1964 - Opinião de Nara

Oi pessoal! Nesta primeira postagem de Novembro, posto aqui no Blog um álbum muito importante na história de nossa música brasileira, baseando-me nesse momento histórico da eleição da primeira mulher presidente do Brasil (muito embora não me pareça a melhor candidata para o cargo). Este disco apresenta uma Nara em início de carreira, mas com repertório fantástico voltado à realidade da vida nos morros. Este disco foi lançado no mesmo ano em que estreou no Rio de Janeiro o show "Opinião", em que Nara Leão, Zé Ketti e João do Vale apresentavam em forma de protesto contra o Regime Militar, iniciado após o golpe poucos meses antes do início dos shows. A partir deste show, a música "Opinião" destacou-se como uma das principais canções de protesto contra o regime, lançando uma Nara sensível à causa social. Além de "Opinião", o disco ainda traz as canções "Esse Mundo É Meu", de Sérgio Ricardo, "Deixa", "Berimbau" e "Labareda", de Vinicius, "Chegança", de Edu Lobo, "Acender as Velas" e "Derradeira Primavera".

"Podem me prender, podem me bater, podem até deixar-me sem comer, que eu não mudo de opinião (...)" Trecho da música "Opinião".

1 - Opinião
2 - Acender As Velas
3 - Derradeira Primavera
4 - Berimbau
5 - Sina de Caboclo
6 - Deixa
7 - Esse Mundo É Meu
8 - Labareda
9 - Em Tempo de Adeus
10 - Chegança
11 - Na Roda da Capoeira
12 - Mal-me-quer


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

1968 - Nara Leão

Oi pessoal! Nesta sexta-feira, posto aqui no Blog mais um álbum de nossa querida Nara Leão. Lançado originalmente em 1968, "Nara Leão" traz grandes sucessos de sua carreira, como "Um Chorinho Chamado Odeon" - composição de Vinicius de Moraes em cima do clássico de Ernesto Nazareth a pedido da própria Nara -, "Lindonéia" - de Caetano Veloso, também a pedido de Nara - e "Quem É" - homenagem a Carmen Miranda, cuja gravação remonta o ano 1937. Além destas, destaco também "Infelizmente", composição de Lamartine Barbo e gravada originalmente em 1933, "Festa" e "Donzela Por Piedade Não Perturbes", esta última modinha oriunda da época do império e reunida por Mário de Andrade em 1930 em "Modinhas Imperiais". Observo que o disco original apresenta apenas as 12 primeiras músicas, "Festa" e "Linha 12" vêm como faixas-bônus. Este disco, para mim, apresenta uma análise da música na história do Brasil, passando desde modinhas imperiais, Carmen Miranda até as atuais canções de Caetano Veloso. Um disco essencialmente brasileiro, de uma cantora eternamente brasileira.

1 - Lindonéia
2 - Quem É
3 - Donzela Por Piedade Não Perturbes
4 - Mamãe Coragem
5 - Anoiteceu
6 - Modinha
7 - Infelizmente
8 - Um Chorinho Chamado Odeon
9 - Mulher
10 - Medroso de Amor
11 - Deus vos Salve Esta Casa Santa
12 - Tema de "Os Inconfidentes"

Bônus:

13 - Festa
14 - Linha 12

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

1967 - Vento de Maio - Nara Leão

Oi pessoal! Nesta sexta-feira, escolhi pra postar um álbum da nossa queria Nara: Vento de Maio, de 1967. Neste álbum, Nara traz músicas que se tornaram grandes sucessos na sua voz, como "Com Açúcar, Com Afeto", música que Chico Buarque compôs pra ela, a pedido da própria Nara, "A Estrada e o Violeiro", canção ganhadora do prêmio de melhor letra do III Festival de Música Popular Brasileira da Tv Record de 1967, ao lado do compositor Sidney Miller, e "Noite dos Mascarados", com Gilberto Gil, canção integrante da trilha sonora do filme "Garota de Ipanema" na voz de Chico Buarque e Elis Regina. Além destas três canções sensacionais, o álbum ainda traz "Quem Te viu, Quem Te Vê", de Chico Buarque, "Vento de Maio", que dá título ao disco, "O Circo", "Maria Joana", "Rancho das Namoradas" e "Morena do Mar".

1 - Quem Te Viu, Quem Te Vê
2 - Com Açúcar, Com Afeto
3 - Noite dos Mascarados - com Gilberto Gil
4 - Vento de Maio
5 - Maria Joana
6 - A Praça
7 - O Circo
8 - Morena do Mar
9 - Fui Bem Feliz
10 - Rancho das Namoradas
11 - Chorinho
12 - Passa, Passa, Gavião
13 - A Estrada e o Violeiro - com Sidney Miller

domingo, 29 de agosto de 2010

1966 - Manhã de Liberdade - Nara Leão

Oi pessoal! Neste domingo, posto aqui o álbum que consagra uma das vencedoras do II Festival de Música Popular Brasileira, de 1966, da Tv Record. "A Banda", de Chico Buarque e defendida por Chico e Nara, e "Disparada", de Geraldo Vandré, defendida por Jair Rodrigues, venceram o festival, única vez em que duas músicas acabaram empatadas em primeiro lugar. Este álbum, "Manhã de Liberdade", traz a interpretação de Nara para "A Banda", além de "Funeral de Um Lavrador", "Morena dos Olhos D'Água", "Manhã de Liberdade" e "Menina de Hiroshima".

2 - Ana Vai Embora
3 - Funeral de Um Lavrador
4 - Como Dois e Dois São Quatro
5 - Morena dos Olhos D'Água
6 - Favela
7 - Manhã de Liberdade
8 - Menina de Hiroshima
9 - Ladainha
10 - Canção do Bicho
11 - Canção da Primavera
12 - Faz Escuro Mas Eu Canto

terça-feira, 10 de agosto de 2010

1964 - Nara - Nara Leão


Nesta terça-feira cinzenta e fria, resolvi postar o primeiro disco de uma série de discos da gravadora Elenco, que na década de 1960 apresentavam capas muito legais e criativas, que marcaram com toda a certeza os discos produzidos a partir de então. Os discos apresentavam capas pretas, brancas e vermelhas, sempre com as mesmas características, porém cada capa era única e tinha sua própria característica. A gravadora Elenco, de Aloysio de Oliveira, tinha como contratados diversos cantores de sucesso e cantores em início de carreira, como Nara Leão, Sérgio Ricardo, Lúcio Alves, Nana Caymmi, Vinicius de Moraes, dentre outros. Nara, 1964, é o primeiro álbum de Nara Leão, a musa da Bossa Nova. Neste disco, Nara canta músicas relacionadas à vida nas periferias da época, música de morro, como "Diz que Fui Por Aí", "O Morro", "A Sorrir" e "Berimbau", além das clássicas "Consolação", "Marcha da Quarta-Feira de Cinzas" e "Maria Moita".

1 - Marcha da Quarta-Feira de Cinzas
2 - Diz Que Fui Por Aí
3 - O Morro (Feio Não É Bonito)
4 - Canção da Terra
5 - O Sol Nascerá (A Sorrir)
6 - Luz Negra
7 - Berimbau
8 - Vou Por Aí
9 - Maria Moita
10 - Requiém Por Um Amor
12 - Naná

domingo, 8 de agosto de 2010

1968 - Tropicália ou Panis Et Circenses



Como prometido, hoje posto o disco Tropicália ou Panis Et Circenses, de 1968, que deu origem ao movimento conhecido como Tropicália. Encabeçado por Caetano Veloso e Gilberto Gil, a tropicália é um movimento que remete à Semana de Arte Moderna de 1922 em termos de renovação e surgimento de novas idéias, tanto na música, como na literatura e nas artes plásticas. Nesse movimento, estavam engajados Tom Zé, Nara Leão, Os Mutantes e Gal Costa, e trouxeram para a música do final da década de 1960, elementos do rock, a guitarra elétrica e um toque de psicodelismo à sua arte. Destaca-se também que é um movimento contrário à Bossa Nova, visto que suas letras e músicas são carregadas de forte apelo social e vontade de mudança, luta pela liberdade. Deste disco, destaco "Lindonéia", por Nara, "Parque Industrial", por Caetano, Gal, Gil e Os Mutantes, "Três Caravelas", por Caetano e Gil, "Baby", por Gal Costa, "Geléia Geral" por Gil e, a faixa-título do disco, "Panis Et Circenses", com Os Mutantes.

1 - Miserére Nóbis - Gilberto Gil
2 - Coração Materno - Caetano Veloso
3 - Panis Et Circenses - Os Mutantes
4 - Lindonéia - Nara Leão
5 - Parque Industrial - Gal Costa, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Os Mutantes
6 - Geléia Geral - Gilberto Gil
7 - Baby - Gal Costa e Caetano Veloso
8 - Três Caravelas - Caetano Veloso e Gilberto Gil
9 - Enquanto Seu Lobo Não Vem - Caetano Veloso
10 - Mamãe, Coragem - Gal Costa
11 - Bat Macumba - Gilberto Gil
12 - Hino Do Senhor do Bonfim - Gilberto Gil, Gal Costa, Caetano Veloso e Os Mutantes

sábado, 31 de julho de 2010

1965 - Show Opinião - Nara Leão, Zé Ketti e João do Vale

Neste sábado, escolhi o álbum de mesmo nome do Show que teve sua origem em 1964, logo após o golpe militar. Neste Show, Nara (que depois foi substituída por Maria Bethânia), Zé Ketti e João do Vale apresentam músicas e narrações que iam contra a situação política que o Brasil vivia naquele momento. Um dos primeiros Shows de música de protesto contra o regime militar, cuja música "Carcará" marcou o surgimento de Maria Bethânia no cenário musical de forma arrebatadora. Deste álbum antológico, destaco "Peba Na Pimenta", "Pisa Na Fulô", "Carcará", "Esse Mundo É Meu", "Incelença", "Cicatriz" e "Marcha da Quarta-Feira de Cinzas". Sem mais, álbum sensacional.

1 - Peba Na Pimenta
2 - Pisa Na Fulô
3 - Samba, Samba, Samba
4 - Partido alto
5 - Borandá
6 - Desafio
7 - Missa Agrária
8 - Carcará
9 - O Favelado
10 - Nega Dina
11 - Incelença
12 - Deus E O Diabo Na Terra Do Sol
13 - Guantanamera
14 - Canção do Homem Só
15 - Sina de Caboclo
16 - Opinião
17 - Malmequer
18 - Marcha De Rio 40 Graus
19 - Malvadez Durão
20 - Esse mundo É Meu
21 - Deus E O Diabo Na Terra Do Sol
22 - Marcha da Quarta-Feira de Cinzas
23 - Tiradentes
24 - Cicatriz

terça-feira, 20 de julho de 2010

1965 - Nara Leão, Edu Lobo e Tamba Trio - 5 Na Bossa


Hoje eu posto aqui mais um disco antológico da Música Popular Música. 5 Na Bossa é um álbum que consagra a reunião entre a voz da Bossa Nova, Nara Leão, um dos maiores compositores da MPB, Edu Lobo, e o Tamba Trio, conjunto formado pelo Luizinho Eça (pianista e arranjador), pelo Bebeto (contrabaixista e flautista) e pelo Ohana (bateria e percussão). Este álbum contempla músicas que se tornaram marcas da MPB de meados dos anos 1960. Destaco aqui "Carcará", sucesso de Nara Leão, também cantado por Maria Bethânia, no show Opinião nessa época, além de "O Morro Não Tem Vez" e "Zambi".

1 - Carcará
2 - Reza
3 - O Trem Atrasou
4 - Zambi
5 - Consolção
6 - Aleluia
7 - Cicatriz
8 - Estatuinha
9 - Minha História
10 - O Morro Não Tem Vez