1 - Carcará
2 - É De Manhã
"Fazer música não é botar fusca na praça. Não é linha de montagem, não". Elis Regina
Oi pessoal! Neste sábado chuvoso e ensolarado (incrível!), resolvi postar um disco que estou ouvindo muito ultimamente, e que há tempos estava com vontade de disponibilizar aqui no Blog. "É Tempo de Amor", da eterna Dalva de Oliveira, lançado originalmente em 1968, traz músicas que são verdadeiras jóias de nossa música brasileira na voz dessa cantora fora de série, como "Marcha da Quarta-Feira de Cinzas" e "Tem Mais Samba". Além destas, destaco o sucesso "Andorinha" e as músicas "Tudo É Ilusão", "Seria Melhor" e "João Ninguém".
Oi pessoal! Nesta sexta-feira, posto aqui no Blog um disco da nossa Astrudinha. Astrud Gilberto se destacou ao cantar Bossa Nova, com sua voz doce e geralmente em inglês - impecável, diga-se de passagem. Casada com João Gilberto durante uns cinco anos, mudou-se para os Estados Unidos e por lá ficou, fazendo grande sucesso com a disseminação da música brasileira na terra do tio Sam. Assim, este álbum, primeiro álbum solo de Astrud, traz grandes canções da Bossa Nova, como "Meditation" (Meditação), "Dindi", "Só Tinha de Ser Com Você", "Once I Loved" (O Amor em Paz), "Photograph" (Fotografia) e "How Insensitive" (Insensatez). Destacam-se ainda as músicas "...And Roses...And Roses" (...Das Rosas), do mestre Dorival Caymmi e "Água de Beber", com participação especial de Tom Jobim. Um disco que com certeza está gravado na história de nossa música brasileira.
Oi pessoal! Nesta quinta-feira, posto mais um disco da divina Elizete Cardoso, uma das grandes cantoras de nossa música brasileira. Neste disco, destacam-se grandes sucessos de sua carreira, como "Deixa Andar", "Deixa a Nêga Gingar" e "Moeda Quebrada", além de canções sacramentadas como clássicos da Bossa Nova, como "Se Todos Fossem Iguais A Você" e "É Luxo Só", e de nossa música popular, com "Risque" - composição de Ary Barroso e consagrada na voz de Linda Batista e Nélson Gonçalves - e "Mulata Assanhada", sucesso na voz de Elizete e também no Fino da Bossa nas vozes de Elis Regina e Cyro Monteiro, nos idos de 1965. Este disco passa por várias fases de nossa música brasileira, como vocês podem ver: ele engloba desde as canções populares da era do rádio ("Risque"), Bossa Nova e MPB. Completo e na voz de uma cantora extraordinária que é Elizete Cardoso.
Oi pessoal! Nesta quarta-feira, posto aqui no Blog mais um disco de nosso maestro Tom Jobim. "Wave", lançado em 1967, traz clássicos da música de Tom em versão instrumental, como "Triste" e "Wave", além das inéditas "Antigua" e "Look To The Sky". Para contradizer os que pensam que o disco é só instrumental, temos a música "Lamento", em parceria com o poetinha e cantada apenas por Tom. Apesar do disco não ser inteiramente instrumental, ele possui todas as músicas do próprio Tom.
Oi pessoal! Nesta terça-feira, posto aqui um disco antológico de nossa música brasileira. Quem nunca ouviu (pelo menos falar de) "Aquarela do Brasil" e "Rosa Morena", de Ary Barroso e Dorival Caymmi, respectivamente ? Começando com Ary, para aqueles que não o conhecem, foi um dos maiores compositores de nossa música brasileira, de grandes sucessos imortalizados na voz de Carmen Miranda, como "Os Quindins de Ya-Yá", "Boneca de Piche" e "Tabuleiro da Baiana", além da eterna "Aquarela do Brasil". Participou do lendário filme "Você Já Foi À Bahia?", produzido pela Disney, em 1944, ganhando um prêmio pela trilha sonora do longa. Quanto a Caymmi, trata-se de um compositor baiano que incorpora em suas composições elementos da cultura baiana. Seus primeiros sucessos também foram cantados por Carmen Miranda, como "O Que É Que A Baiana Tem?", além dos clássicos "João Valentão", "Maracangalha", "Saudades da Bahia", "Lá Vem A Baiana", "Acalanto", "Dora", "Eu Não Tenho Onde Morar", "...Das Rosas", e "Rosa Morena". Gênios. Nesta disco, Ary "apenas" interpreta clássicos de Caymmi ao piano, com destaque a "Maracangalha", "João Valentão" e "Lá Vem A Baiana", e Caymmi canta sucessos de Ary Barroso, como "Risque", "Na Baixa do Sapateiro" e "Inquietação". Em um único disco, unem-se o talento de dois gênios da música brasileira. Como diz a letra de "Aquarela do Brasil", "O Brasil samba que dá, bamboleio que faz gingar, o Brasil do meu amor, Terra de Nosso Senhor, Brasil! Brasil!". Um disco maravilhoso. Bem brasileiro.
Oi pessoal! Neste domingo, dia de eleições, expectativas e encontros, posto aqui no Blog um disco que, pra mim, é sensacional. Pra falar a verdade, levei um susto (no bom sentido, claro) quando o ouvi pela primeira vez, porque não conhecia muito o trabalho de Leny Andrade. Depois de pesquisar um pouco sobre ela, vi que se trata de uma cantora fora de série, de sucessos do início de nossa MPB, de voz belíssima e estilo inconfundível. Surgida no cenário músical do famoso Beco das Garrafas no Rio de Janeiro, Leny alcançou grande sucesso com o show "Gemini V", ao lado de Pery Ribeiro e Bossa Três na boate Porão 73, em 1965. O disco escolhido é dessa fase, lançado após esse show que marcou a música brasileira de meados da década de 1960. Assim, temos neste disco um Pot-Pourri de sucessos como "O Morro Não tem Vez", "Enquanto A Tristeza Não Vem", "Reza" e "Opinião", além das músicas "Esqueça Não", "Samba de Rei", "Coisa Nuvem", "Samba em Paris" e "Tema Feliz". Finalmente, destaco aqui "Estamos Aí", música que dá nome ao disco e que apresenta então "que a bossa nova cresce, que a nossa bossa vence, que a nossa bossa vale, estamos aí". Simplesmente g-e-n-i-a-l. Música de altíssima qualidade.
Oi pessoal! Neste sábado, véspera de eleições para Presidente da República, Governadores, Senadores e Deputados, posto aqui no Blog um disco de uma época marcante em nossa história, tanto política quanto cultural: a Bossa Nova. Iniciada a partir do compacto "Chega de Saudade" e "Bim Bom" - que deram origem ao disco "Chega de Saudade", lançado em 1959 pelo próprio João -, a Bossa Nova revolucionou uma época em que o futebol conquistava seu primeiro campeonato mundial, Juscelino Kubitschek construía a nova capital, com seu slogan "50 anos em 5" e a "Garota de Ipanema" deixou o Rio de Janeiro para conquistar o mundo com sua "coisa mais linda, mais cheia de graça". Neste cenário, esse disco é concebido, com canções que se tornariam clássicos da Bossa Nova, como "Samba de Uma Nota Só", "Corcovado" e "Outra Vez", além de "Doralice", "Se É Tarde, Me Perdoa", "Trevo de Quatro Folhas" - gravada por Nara, em 1975 e pela Fernanda Takai, em 2007 -, "Meditação" e "Discussão".
Oi pessoal! Nesta sexta-feira, posto aqui no Blog mais um álbum de nossa querida Nara Leão. Lançado originalmente em 1968, "Nara Leão" traz grandes sucessos de sua carreira, como "Um Chorinho Chamado Odeon" - composição de Vinicius de Moraes em cima do clássico de Ernesto Nazareth a pedido da própria Nara -, "Lindonéia" - de Caetano Veloso, também a pedido de Nara - e "Quem É" - homenagem a Carmen Miranda, cuja gravação remonta o ano 1937. Além destas, destaco também "Infelizmente", composição de Lamartine Barbo e gravada originalmente em 1933, "Festa" e "Donzela Por Piedade Não Perturbes", esta última modinha oriunda da época do império e reunida por Mário de Andrade em 1930 em "Modinhas Imperiais". Observo que o disco original apresenta apenas as 12 primeiras músicas, "Festa" e "Linha 12" vêm como faixas-bônus. Este disco, para mim, apresenta uma análise da música na história do Brasil, passando desde modinhas imperiais, Carmen Miranda até as atuais canções de Caetano Veloso. Um disco essencialmente brasileiro, de uma cantora eternamente brasileira.